Após quase um mês tramitando na Câmara, o decreto legislativo nº 01/2015, que “Aprova as Contas do Município de Rolante do exercício de 2012” foi aprovado por seis votos favoráveis, dois contrários e uma ausência (vereador Ilário, que esta semana está em Brasília), na semana passada. Os votos favoráveis foram concedidos pelos vereadores Renato José Wezs (PP), Carlos Roberto Teixeira (PMDB), Elton Arnhold (PMDB), José Sehnem (PDT), Jair Silva (PT) e Luciano Altneter (PDT).
Já os vereadores Elton Dürr (PPS) e Daniel Torres (PDT) votaram contrários ao Decreto. Dürr lamentou a pressa com que a matéria foi votada, visto que ele aguardava, através de requerimento aprovado no Plenário, respostas a questionamentos feitos sobre compras de terrenos na gestão anterior. “Pelo parecer da Comissão desta Casa, tudo foi colocado como dinheiro usado para compra de terrenos para a Escola Técnica. Tenho certeza que se essa Casa quisesse apurar os fatos era só chamar a comunidade. É lamentável, mas a comunidade nas ruas está vendo isso, as pessoas estão vendo e vão tirar suas próprias conclusões. A administração passada cometeu tantas irregularidades, mas eu acredito que quem fez ainda vai pagar por tudo”, contestou.
Na avaliação do vereador Jair Silva, é compromisso dos partidos aliados ao do ex-prefeito Pedro Ríppel votar a favor das contas. “Todos sabem que fomos aliados na última campanha. Nos últimos anos, participamos de um período de conquistas em Rolante acima da média”, disse Jair, lembrando que a aprovação do Decreto não isenta o ex-prefeito de devolver recursos, caso seja comprovada alguma irregularidade.
Para o vereador pedetista Nico, a desaprovação do vereador Elton Dürr é uma questão pessoal. “Temos muito agradecer ao Pedro. Sei que a desaprovação é uma questão mais política. Se houver irregularidades, o ex-prefeito terá que responder por elas, independente do nosso voto para as Contas”, declarou.
Daniel Torres (PDT) que, de práxis, não possui obrigatoriedade de votar projetos por ser o presidente da Casa, fez questão de declarar seu voto contrário ao Decreto. “Presenciei circunstâncias em que o interesse pessoal sobrepôs-se ao interesse público. Sendo assim, sou contrário à aprovação das Contas de 2012”, declarou. Torres explicou ainda que a votação das Contas era uma exigência feita pela Promotoria Pública há semanas para a Câmara, inclusive por escrito.


