Perfil

Liselotte Hattge Weimer

Liselotte Hattge Weimer, 59 anos, natural de Roca Sales. Casada com Egon Almiro Weimer (61), é mãe de Ana Cristina

Liselotte Hattge Weimer, 59 anos, natural de Roca Sales. Casada com Egon Almiro Weimer (61), é mãe de Ana Cristina (in memoriam) e Mônica (33). Formada em Pedagogia e pós-graduada em Gestão Educacional, é atual vice-diretora e coordenadora pedagógica da escola Unipacs de Taquara.

Como e por que você se encaminhou profissionalmente para a área do ensino?
Na adolescência, eu sonhava ser astronauta, mas, na cidade em que vivia, praticamente só havia possibilidade de três profissões para uma mulher: ser dona-de-casa, balconista de loja ou professora. Como não havia o segundo grau (ensino médio) em Roca Sales, e eu queria continuar estudando, quando concluí o antigo curso Ginasial (atual ensino fundamental), tive que sair de lá e fui para um colégio interno, em Ivoti, onde me formei no curso Normal.

Fale de sua experiência letiva antes de ingressar na Unipacs.
Comecei fazendo um estágio em Três Coroas. Depois, sempre acompanhando meu marido, que era pastor evangélico, passamos por várias cidades do Rio Grande do Sul e, em todas elas, eu lecionei. Antes de vir para Taquara, moramos em Tenente Portela, Tucunduva e Sobradinho. Foi quando o Egon, que já não estava mais em sua atividade anterior, recebeu convite para ser administrador do Lar Oase. Eu fui ser professora na escola Felipe Marx e aproveitei aquele período para fazer a minha faculdade. Depois de me aposentar pelo Estado, passei a trabalhar na CNEC, onde conheci o Seu Antônio (de Medeiros Nazário, diretor da Unipacs), que na época estava instalando a sua escola em Taquara. Em 2003, ele me convidou para trabalhar com ele e cá estou até hoje.

Como você se sente na atual função na Unipacs?
Tive que aprender uma porção de coisas, pois fiz toda a carreira de professora na escola pública, onde a realidade é completamente diferente. Na rede privada, tem que se ter uma visão mais empresarial do ensino, e é dessa forma que procuramos trabalhar com os nossos alunos, sabendo que temos de deixá-los bem preparados para o mercado de trabalho. Por isso, não podemos descuidar nunca da atualização dos professores, nem da modernização dos laboratórios e demais instalações.

Quais são os traços marcantes que você identifica em sua própria personalidade?
Sou uma pessoa estrategista, tanto na vida profissional quanto pessoal. Também tenho persistência, mas, às vezes, chega a beirar a teimosia, o que não é muito bom. Não era uma pessoa organizada, mas aprendi muito com meu marido, embora ainda tenha o que melhorar nesse aspecto.

Fale do seu casamento com o Egon.
Éramos colegas em Ivoti e, quando nosso namoro começou, não era bem-visto pelos superiores, apesar de existirem outros casais na mesma época. Depois que nos formamos, fomos estagiar juntos em Três Coroas, mas residindo em casas separadas. Estamos casados há 39 anos, e o que eu mais admiro nele é o senso de organização, além de ser um pai e avô exemplar. Quando nossas filhas eram pequenas e eu lecionava, ele muitas vezes cuidava delas, o que não era muito comum para os homens naquele tempo. Também sempre me apoiou para que eu pudesse ascender na carreira e até hoje vem me buscar todas as noites no trabalho.

O que aprecia fazer nos seus momentos de folga?
Ler, principalmente romances. Também gosto de cuidar da horta e das galinhas em nosso sítio e de tudo que envolva colheitas: ovos, frutas, hortaliças, etc.

Com o que você mais se preocupou na educação das filhas?
Que valorizassem e buscassem o estudo, além de que fossem pessoas decentes, capazes de tomarem suas próprias decisões para seguir na vida.

Quais seus projetos para o futuro?
Hoje, minha principal motivação para o trabalho é o estudo da minha neta e os cuidados de saúde com minha mãe. Quanto a mim, sei que tenho a capacidade de enxergar “quando o cavalo passa encilhado”.

Mensagem:
Viva e deixe viver.

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