Fale um pouco sobre sua história em sala de aula:
Sempre tive admiração pelos professores e, na época em que escolhi minha profissão, não havia muitas opções de carreira a serem seguidas. Desde que comecei a lecionar, sempre preferi dar aulas aos alunos menores, principalmente da primeira série e pré. Quando vim para Taquara, em 1984, fui lecionar no Polivalente, onde fiquei até 1998, ano em que me aposentei.
E seu envolvimento com a Unipacs, como aconteceu?
Em 1993 eu trabalhava no CNEC na coordenação pedagógica e área administrativa. A instituição me atraiu por oferecer educação profissional. Neste ano, o senhor Antônio Nazário – hoje diretor da Unipacs – conversou comigo e iniciamos os trabalhos da escola que viria a ser a instituição que conhecemos hoje. Em 2003 mudamos para nossa sede própria, deixando a escola onde antes estávamos instalados. Mais tarde, em 2009, mudamos para o prédio onde a escola está hoje instalada.
A Unipacs está comemorando 15 anos de atuação. Na sua opinião, o que isto significa para a escola?
Sem dúvida, um marco. Quando iniciamos, escolas de educação profissional ainda sofriam com certa resistência, não eram bem vistas. Hoje isso mudou. Temos muitos alunos que, inclusive, trancaram sua graduação para fazer um técnico. As pessoas perceberam que através destes cursos podem atuar em sua profissão de um modo mais rápido, porém, qualificado. Estão usando isso como um importante degrau em sua história profissional.
Como você se define?
Hoje sou alguém com bastante persistência, paciência e uma estrategista, sempre traçando meios e planos para se chegar em um objetivo.
O que gosta de fazer em seu tempo livre?
Ficar com minha família, fazer tricô, ler.
Um escritor: Ken Follet.
Um gênero musical: Samba e MPB, ambos dos anos 70 e 80.
Um lugar: Bariloche.
Alguém que você tenha como exemplo em sua vida pessoal?
Meu pai, apesar de por muito tempo ter brigado com sua personalidade. Ele só estudou até a segunda série, porém, aprendeu tudo o que precisava para levar bem sua vida e cuidar da família. Se acontecia algum imprevisto, estragava alguma coisa em casa, ele sempre resolvia por si próprio. Acredito que por isso eu também aceite desafios com facilidade e mantenho o pensamento de que se alguém pode fazer algo, eu também posso.
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“Bom, não costumo gravar mensagens e pensamentos comigo. Talvez esta seja mais uma observação, e um conselho. Notei que as pessoas têm sucesso quando percebem as oportunidades que estão a sua frente e que há muita gente que acaba desperdiçando uma, duas ou dez oportunidades por não terem coragem de abraçá-las”.


