CONTE UM POUCO SOBRE O SURGIMENTO DA CASA DO ROCK:
Em um ponto da minha história, vi que não me adaptava mais ao modo de vida “padrão”, batendo o cartão todos os dias. Isso não me fazia feliz. Foi aí que decidi levar a música ainda mais a sério e pensei em montar um estúdio. Mais tarde, resolvi criar uma associação com alguns amigos, onde haveria espaço para bandas tocarem e, também, aulas de instrumentos como guitarra, baixo, teclado, bateria. Para atender esse desejo criamos a Casa do Rock.
ALÉM DO ENVOLVIMENTO NA CASA, VOCÊ MANTÉM PROJETOS PARALELOS?
Sim, e por sinal, são vários. Tenho uma banda que faz cover de Creedance. Com meu filho, canto em sua banda de metal clássico – meu gênero preferido ao lado do Blues. Também participo de um trio semiacústico. E ainda, de vez em quando, faço violão para um cantor de sertanejo universitário.
SOBRE O PROJETO DESENVOLVIDO NAS ESCOLAS, COMO É PARA VOCÊ ENSINAR CRIANÇAS E JOVENS?
Bom, através do projeto Mais Educação, dou aula de música aplicada em violão nas escolas Tristão Monteiro e Linha Gonzaga, em Taquara, e Promorar, em Igrejinha. A maioria dos estudantes tem cerca de 12 anos e vive uma realidade difícil, em situações de vulnerabilidade social, assim como foi a minha infância. Para mim, é muito gratificante ensinar estes jovens, pois sinto que estou fazendo a minha parte para o bem estar social, para o desenvolvimento de um grupo de pessoas. Sinto isso como um dever social. Além de aprender a ouvir os alunos e compreendê-los, estou ensinando música, preenchendo um tempo livre deles com algo extremamente positivo.
FALE SOBRE O SEU PROJETO BIG BILL BLUES:
Este foi um dueto de Blues que eu tinha por meados do fim da década de 1990, com o amigo Laerte Hugentobler. Fizemos uma pesquisa para conhecer mais sobre o gênero e tocávamos sua origem, interpretando seus clássicos em versões acústicas. Tocamos na região metropolitana, Serra, por diversos lugares. Depois, montamos uma banda, amplificando o som e deixando o acústico de lado, mas não o set list. Até hoje ainda tocamos em alguns lugares, mas claro que longe daquela intensidade que havia há certo tempo.
COMO VOCÊ SE DEFINE?
Um cara convicto, decidido. Também, pé no chão, coerente, tímido e retraído (ainda que não pareça).
O QUE TE TIRA DO SÉRIO?
Mentira; não cumprir o combinado.
O QUE GOSTA DE FAZER NO TEU TEMPO LIVRE?
Além de tocar? Olhar documentários, principalmente sobre astrofísica e ufologia.
DEIXE UMA MENSAGEM AOS LEITORES DO JORNAL:
“Agora só nos resta trabalhar e esperar que nossas iniciativas iluminem a mente e o coração das pessoas, que nos permita ver toda a expressão artística, com curiosidade e respeito despidos de conceitos pré estabelecidos. Tendo ciência de nossa necessidade ancestral de aprender.”


