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Três-coroense será árbitro de canoagem nas Olimpíadas

TRÊS COROAS – "Conhecer pessoas, conhecer lugares, estar no meio esportivo mundialmente, parece um sonho. Mas, quando você alcança, percebe

TRÊS COROAS – "Conhecer pessoas, conhecer lugares, estar no meio esportivo mundialmente, parece um sonho. Mas, quando você alcança, percebe que não há limites para quem quer e para quem pode". Assim, o três-coroense Luiz Carlos Ebert (foto) definiu, em entrevista ao Jornal Panorama, a oportunidade que terá em agosto deste ano. Ele foi escolhido como árbitro da canoagem slalom, sendo o único brasileiro na equipe de 15 juízes, representando diferentes países.

 

Ebert conta que sempre teve envolvimento com a modalidade, pois Três Coroas já sediou campeonatos e tem um histórico na disputa do esporte. "Com o passar do tempo, a questão de praticar foi se distanciando, mas como eu gostava muito da canoagem slalom, para continuar no meio, passei a arbitrar. Em 2013, estabeleci uma meta de participar de uma olimpíada, e fiz uma estratégia para alcançar este sonho", comentou. O três-coroense já participa desde 1994 de provas em Três Coroas. No início dos anos 2000, passou a arbitrar provas nacionais, sul-americanas e pan-americanas. Nos últimos anos, participou de competições internacionais, como os mundiais na Eslováquia, República Tcheca, Austrália, Estados Unidos, Foz do Iguaçu e Londres, além do Pan-Americano de Toronto e o evento teste da Olimpíada no Rio de Janeiro.

 

"Sempre tive afinidade com a canoagem, quando não pude mais praticar, procurei outra maneira de estar próximo à modalidade e arbitrar supriu essa demanda. Há quase 20 anos estou nessa, sem qualquer tipo de frustração, só alegria", brincou. A comunicação de que arbitrará a Olimpíada aconteceu no Campeonato Mundial de Londres, no ano passado. "Sem dúvida, a alegria e o sentimento de satisfação, não tem preço".

 

O três-coroense explicou que os árbitros olímpicos têm todas as despesas pagas, desde deslocamento, estadia, alimentação e ajuda de custo para eventuais despesas. "Na verdade, somos um pouco voluntários, por não recebermos salário, mas temos auxílio para todas as nossas despesas. Sem contar que o processo para se tornar árbitro internacional consiste de um exame dividido em quatro partes, em inglês, em que cada etapa o candidato deve alcançar, no mínimo, a nota oito", explicou. "Participar do maior evento esportivo do planeta, e ainda mais no Brasil, dá um gostinho especial de civismo, pois na situação que o Brasil se encontra hoje, uma das poucas coisas que nos salva é o esporte. Apesar de todos os desvios que alguns fazem, nós (atletas e árbitros) cumprimos nossa função e independentemente de qualquer coisa será um dos melhores eventos que eu participarei", finalizou. 

 

Matéria publicada na edição impressa de 23 de maio.

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