
A mãe de uma das crianças vítimas do homem de 35 anos preso por armazenar material pornográfico infantil em Taquara descreveu o trauma enfrentado pela família em depoimento à Rádio Taquara. Segundo ela, a descoberta do crime ocorreu após a filha, chorando e abalada, relatar que vinha sendo ameaçada pelo suspeito após enviar fotos íntimas. “Ela foi muito corajosa ao nos contar. O que mais nos machuca agora é a exposição, porque impede outras vítimas de denunciarem. Precisamos proteger nossas crianças e não expor quem já sofreu”, destacou.
A mãe detalhou como o suspeito, utilizando perfis falsos em redes sociais, conquistava a confiança das crianças antes de começar as ameaças. “Ele pedia segredo, orientava a apagar as conversas e mantinha as vítimas sob constrangimento e medo. Foi mais do que armazenar imagens: foi um trauma enorme. Estamos todos em acompanhamento psicológico”, revelou.
Ela aproveitou para alertar outros pais sobre os riscos do ambiente virtual, ressaltando a importância de diálogo constante com os filhos e supervisão do uso das redes sociais. “Conversem com as crianças, observem se há conversas apagadas e, se necessário, busquem ajuda de um psicólogo para abordar o assunto sem traumatizar. O mais importante é que os responsáveis denunciem e não compartilhem informações que possam expor as vítimas.”
Novas denúncias reforçam gravidade do caso
O delegado Valeriano Garcia Neto, responsável pela investigação, informou que outras três vítimas procuraram a Polícia Civil para relatar crimes semelhantes praticados pelo mesmo homem. “Cada denúncia registrada é fundamental para garantir que o acusado seja responsabilizado por todos os crimes e passe mais tempo no sistema prisional”, explicou, em entrevista à Rádio Taquara no dia seguinte à operação. O delegado também confirmou que a prisão em flagrante do suspeito foi convertida em preventiva.
Durante a operação que resultou na prisão, foram apreendidas mais de 800 pastas com material pornográfico infantil no computador do acusado. O delegado reiterou o papel crucial das denúncias e destacou que todas as informações recebidas são tratadas com sigilo. “Precisamos da colaboração da comunidade para proteger nossas crianças e adolescentes.”


