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Marcel van Hattem à Rádio Taquara: Partido Novo vai propor fim do fundo partidário

Deputado federal eleito defendeu posição de independência em relação ao governo Bolsonaro.
Marcel van Hattem durante a diplomação como deputado federal eleito: candidato foi o mais votado no Rio Grande do Sul. Divulgação

O deputado federal eleito Marcel Van Hattem (Novo) concedeu entrevista, na última quinta-feira (17), ao programa Horário Nobre, da Rádio Taquara. Na ocasião, falou sobre a sua eleição para a Câmara, em Brasília, bem como abordou algumas das primeiras iniciativas do mandato, a possibilidade de concorrer à presidência da Câmara e as expectativas com os novos governos que assumiram no Brasil e no Rio Grande do Sul.

Sobre a vitória nas urnas, como o mais votado no estado, Marcel considera fundamentais uma série de fatores, principalmente não ter desistido das disputas, ter mantido os seus valores, as qualificações que buscou e, também, a combatividade. Ressaltou os discursos que sempre teve “contra aqueles que tentam deturpar a beleza e a nobreza que é a atividade política, em particular o PT”, fazendo críticas à gestão de Tarso Genro no estado.

Comentando a possível disputa à Presidência da Câmara dos Deputados, Marcel afirmou que o assunto está em debate pelo Diretório Nacional do Partido Novo. Disse que, em caso de lançamento da candidatura, a sigla já pediu que concorra. Uma das pautas que o Novo lançará na Câmara, segundo Marcel, é o fim do fundo partidário. “O partido não usa dinheiro público para campanhas e achamos que não é correto que os outros usem. Esse dinheiro deve ser utilizado para as atividades básicas, saúde, seurança e educação, não para pagar santinho, bandeiraços”, afirmou, dizendo que, hoje, o Novo deposita em uma conta específica o que recebe a título de Fundo Partidário e não tem nem a possibilidade de devolver os recursos, pois, segundo Marcel, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou que o montante seria redistribuído às demais siglas.

A respeito do governo de Jair Bolsonaro (PSL), disse que o Novo manterá posição de independência, apesar de verificar a existência de um otimismo, principalmente com as nomeações de Sérgio Moro, para o Ministério da Justiça, respaldando o combate à corrupção, e de Paulo Guedes, no Ministério da Economia, mantendo a linha do liberalismo defendido na campanha. Sobre a gestão de Eduardo Leite (PSDB) no Rio Grande do Sul, Marcel preferiu não comentar, dizendo que é necessário mais tempo para acompanhar a atuação. Disse apenas ter a expectativa de novo momento para a Assembleia Legislativa, a partir da eleição de dois deputados filiados ao Novo e vários outros nomes de outras siglas que entende levantarão importantes debates no Parlamento gaúcho.

OUÇA A ÍNTEGRA DA ENTREVISTA CONCEDIDA POR MARCEL VAN HATTEM (Novo).