Perfil

MARCELO MORAES

Natural de Soledade, Marcelo Camargo Moraes vive em Taquara há 15 anos. É representante comercial e também diretor campeiro da 22ª Região Tradicionalista. Casado com Maria Sinara Adam de Moraes, pai de Otávio Adam de Moraes e Mariana Adam de Moraes. Marcelo é filho de Getulio Borges de Moraes e Elizabete Camargo de Moraes.

Conte sobre suas origens:
Sou filho de pecuaristas e natural do interior do estado, de Soledade, onde sai na adolescência para fazer faculdade. Morei em São Leopoldo e estudei na Unisinos, onde cursei Direito, mas não conclui. Sou casado há 18 anos com uma taquarense e fixamos residência aqui há 15 anos.

E sua trajetória profissional, como foi?
Em Soledade comecei como narrador de rodeios. Logo que cheguei no Vale dos Sinos, em 1995, conheci pessoas envolvidas no tradicionalismo e fui narrador por todo o Rio Grande, inclusive, fui um dos fundadores do que hoje é o Departamento de Narradores do MTG, e também me apresentei em São Paulo e no Rodeio Internacional de Vacaria de 1992. Mais tarde criei vínculos com o setor coureiro calçadista, onde posteriormente trabalhei por 15 anos. Depois, por acreditar que as vendas estejam no meu DNA, me tornei representante comercial, e hoje atuo na área de perfumaria, cosméticos e bazar.
Como é, e o que representa para você, ser o atual diretor campeiro da 22ª Região Tradicionalista?
Bom, sou filho e neto de pecuaristas. Meu pai e avô são fundadores de entidades tradicionalistas na minha cidade natal. Meu pai, por exemplo, foi coordenador na 14° Região Tradicionalista por vários anos. Então para mim a responsabilidade imposta pelo cargo de diretor campeiro é muito natural, pois eu sempre vivenciei isto no meu dia a dia. Sinto-me orgulhoso por estar nesta função e por fazer parte de uma região organizada, ativa e muito bem representada. Nossa região foi premiada em algumas categorias a nível nacional, e isso nos deixa com orgulho, ainda mais por estarmos em uma região de colonização alemã e conseguirmos manter ativa nossa cultura gaúcha.

E por falar na lida, como iniciou sua história com a tradição gaúcha?
Posso dizer que foi no ventre de minha mãe. Meus avós fundaram entidades tradicionalistas em 1953, e meu pai em dezembro de 1979 fundou o Piquete de Laçadores Crioulos do Curuçu, com sede em sua fazenda, onde durante 27 anos fizemos rodeios no interior de Soledade. Cresci nesse ambiente. Em 1991, fui Peão Farroupilha do RS. Aqui em Taquara, sou fundador, em 2001, do Piquete de Laçadores Vaqueanos da Tradição, onde atualmente tenho o cargo de capataz e pela qual tenho um enorme orgulho.

Uma lição de vida:
A descoberta de uma doença aos 37 anos, onde precisei reestruturar minha vida pessoal e profissional. Percebi o quão importante são os amigos.

Quem você tem como exemplo?
Ayrton Senna. Ele era carismático, humilde, arrojado e competitivo.

Um filme: o Tempo e o Vento, de Érico Veríssimo.

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