Conte sobre história: Morei em Passo Fundo até completar a oitava série, quando fui com minha família morar num sítio em Gravataí. Então, cursei o ensino médio em Porto Alegre e depois fui morar em Vacaria, onde fiz faculdade, estudei, casei. Passado algum tempo, meu pai adoeceu e viemos morar em Taquara, onde ele tinha familiares. Um ano depois, em 1994, após ser aprovada em concurso público, fui nomeada como coordenadora de educação do município. Trabalhei por 14 anos, intercalando salas de aula, coordenação e direções. Fui diretora das escolas 17 de Abril, Nereu Wilhelms e Madre Júlia, hoje extinta. Em 2000, fui aprovada no concurso para o estado e passei a trabalhar na formação de profissionais de educação infantil e fundamental de séries iniciais. Também fui professora do curso normal (magistério) no Colégio Santa Teresinha e, em seguida, recebi o convite para ser coordenadora do ensino médio. Hoje, trabalho no Santa como professora de sociologia e filosofia, além de ser coordenadora pedagógica, função que também desempenho na Escola Felipe Marx.
O que a levou a seguir o ramo da educação? Sou filha de professores, e meus pais sempre me estimularam a seguir nesta área. Lembro que, quando eu tinha 15 anos, recebi do meu pai o livro “O filho dos outros” para eu ler, despertando o meu desejo pelo magistério. Depois, acabei me especializando na gestão escolar, algo que aconteceu ao natural. Era comum receber um convite para participar da coordenação logo depois de entrar em uma escola como professora. Então, como havia constantes oportunidades e é uma área que me agrada muito, voltei minha formação para ela.
Márcia, como você se define? Uma pessoa organizada e persistente. Também resiliente, em razão das perdas e mudanças às quais tive que me adaptar em minha vida.
O que gosta de fazer em seu tempo livre? Ler, ir ao cinema, fazer passeios em família.
O que gosta de ler? Na verdade, eu leio muito, estou sempre acompanhada por um livro. Constantemente, leio sobre educação, e também obras literárias, principalmente biografias e livros históricos. Gosto muito de publicações como a trilogia de Getúlio Vargas; Ciência e Espiritualidade; Queda de Gigantes; Ensaio sobre a Cegueira e Pedras Necessárias.
E quais obras do cinema você mais aprecia? Alguns que me marcaram foram Os Miseráveis; Lendas da Paixão, a série Star Wars; A Vida é Bela; A Teoria de Tudo.Em quem você se inspira? No meu pai, pela sua simplicidade, dedicação à família e coragem com que enfrentou sua doença.
Deixe uma mensagem aos leitores do Jornal: “É luta diária sermos autênticos e fieis a nós mesmos, num mundo que nos encaminha para a superficialidade e o falseamento” – Pe. Fábio de Melo. Sob este aspecto, espero que possamos ser inteiros em tudo o que fizemos e com as pessoas com quem nos relacionamos.


