Caixa Postal 59
Esta postagem foi publicada em 28 de dezembro de 2018 e está arquivada em Caixa Postal 59.

Mardita Mari, por Rui Fischer

Há um tempo atrás escrevi uma crônica, aqui neste generoso espaço do nosso querido Panorama (ainda na fase encadernada), com o título de “Marvada Catia” que versava sobre o uso e o vício da cachaça, no caso, a catia “catiaça (num pequeno jogo de palavras), e o estrago causado pelo seu consumo”. Agora, com o título de “Mardita Mari”, fazendo uma comparação ou analogia à cachaça, pela Mari “Marijuana”, a Cannabis Sativa, conhecida popularmente como Maconha.

Pois, a Marijuana, quer dizer, a Cannabis, tem quase as mesmas propriedades (não químicas exatamente), de fazer estragos tanto quanto a “catiaça”. Os estragos, que falo, são aqueles de vão desde a destruição da família, até a autodestruição, pois o seu vício é protagonista não só em destruir a sua vida e de seus familiares (no sentido doméstico/econômico), como também destruir o seu organismo. Portanto, falando em destruição de lares, tudo a ver com a cachaça.

A maconha é, também, a “entrada” para outras malditas, como o crack, a cocaína,…e mais outras malditas, em se tratando da cocaína, podemos dizer que o compartilhamento de seringas, pode ocasionar o chamado soropositivo e o horror da AIDS. Outro fator importante que podemos citar sobre o vício dessa droga, é o fator “cidadania”, cujo mesmo é atacado a partir de que o viciado tende a se marginalizar, tipo: “dopado, vale tudo” (…!), daí, partir para um furto-roubo-assassinato e o tráfico, é um estalar de dedos e, posteriormente, para a cadeia,… e lá se vai a cidadania que falei acima. Vê-se notícias de furtos dos viciados, até contra seus familiares (pais, irmãos, primos,… etc.) para satisfazer o seu vício.

Como ex-policial, sou peremptoriamente contra a chamada liberação (descriminalização) da maconha, mesmo para fins recreativos, nesta altura, certamente estou sendo criticado e/ou massacrado pelos leitores, muitos, talvez, consumidores, como me falou um amigo certo dia, quando postei em meu facebook a minha opinião sobre esse assunto: “tu vais arrumar uma briga com metade de Taquara, rs!”. Mas, não arredo o pé. Sou muito crítico a respeito de consumidores (viciados) em maconha, não sei se é por causa de meu passado policial enraizado em mim – deve ser! Gostaria de enfatizar que essa crônica não tem apenas o fator crítico, mas também, um quê didático tal qual o “canhão” Dráuzio Varella. Aí já é demais, né (rs)! O certo, é que sou contra a descriminalização da Cannabis Sativa. Para mim, a “Mardita Mari”.

Rui Fischer
Aposentado, de Taquara

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