Polícia

Marido fala da morte de esposa em sequestro relâmpago: “dor que não tem como explicar”

Segundo relato da vítima, casal pulou de carro em que estava como refém de assaltantes.

Foi localizado, em Nova Hartz, o automóvel Toyota Corolla levado de um casal feito refém em assalto registrado no começo da madrugada deste domingo (5), em Taquara. Em entrevista ao site GaúchaZH, o autônomo Sérgio Oliveira falou sobre como aconteceu a ocorrência e, abalado, disse que a dor é inexplicável. A vítima fatal do caso, esposa de Sérgio, é a dona de casa Margarete de Campos Oliveira, 49 anos. A morte aconteceu, segundo o relato de Sérgio, quando ambos pularam do carro em que estavam.

Sérgio e Margarete: casal foi feito refém ao chegar em sua residência em Taquara. Arquivo pessoal

Sérgio disse que estava voltando de uma pizzaria em São Leopoldo e chegando à residência, no bairro Fogão Gaúcho. Foram rendidos pelos bandidos e ficaram cerca de 20 minutos dentro de casa. Depois, os bandidos disseram às vítimas que teriam que sair e falaram para o casal ir junto. Sérgio contou que, ao sair na rua, havia três viaturas da Brigada Militar estacionadas. “Saíram pelo meio delas”, disse.

O autônomo confirmou que o casal pulou do carro. Disse que abriu a porta, se atirou e saiu rolando. Sua esposa se atirou logo em seguida. “Deu azar de que, quando pulou, eles deviam estar um pouco mais velozes, e ela bateu a cabeça. Podendo ter a oportunidade de fugir para acabar com a angústia… Passou mil ideias pela cabeça para onde iam levar a gente”, contou, dizendo que os bandidos levaram as alianças do casal e uma quantia em dinheiro (por regra geral, o Panorama não divulga valores roubados em assaltos).

Sérgio contou que sua esposa era uma pessoa feliz. Ambos estavam juntos há 29 anos, casados há 23. “Muita tristeza e uma dor que não tem como explicar”, disse ele, acrescentando que toda a família é cristã e que sua vontade é a justiça de Deus. Acrescentou não se sentir seguro em Taquara, inclusive relatando que, no bairro, ocorreram três assaltos nos últimos dias. Margarete foi sepultada na tarde deste domingo, no Cemitério de Pelotas. Ela deixa um filho de 19 anos.

Brigada Militar atendeu ocorrência em que houve morte de mulher em Taquara. Divulgação/BM