Quais são as lembranças marcantes sobre sua história?
Vim para a área urbana quando comecei o ginásio. Até então morávamos no interior. Taquara sempre foi boa de morar, próxima da Serra, Litoral e da capital.
Conte-nos de sua relação com o voluntariado:
Sou voluntária há mais de 20 anos. Comecei na APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais) de Taquara por convite de uma amiga que na época era presidente e me convidou para ser secretária. Nunca mais saí, sempre achei uma causa muito grande. Meu marido também já foi presidente da APAE. Na Embaixada Feminina, fui convidada por uma amiga, em 2008. Na época, o Hospital Bom Jesus estava interditado, mas as embaixadoras continuavam o trabalho, sempre em busca de recursos para investir e auxiliar no bem-estar dos pacientes. No Natal Mágico de Taquara, faz 11 anos que estou. Lá, começamos a trabalhar em abril e intensificamos nos últimos meses do ano. Fazemos tudo, desde coletar as garrafas PET, lavar, recortar e criar os enfeites. Reaproveitamos muitos materiais que seriam descartados. É um trabalho diferente.
O que significa ser voluntária?
Eu me sinto feliz fazendo o trabalho voluntário, recebemos muito carinho e reconhecimento da comunidade, que sempre nos ajuda. É uma maneira de agradecer ao mundo o que temos recebido.
Qual é a maior recompensa para quem é voluntário?
Acho que é a realização pessoal. Não recebemos nada financeiramente. O que ganhamos é em sentimentos e na convivência com outras pessoas.
Um momento feliz na tua vida:
São muitos, mas nenhum supera o nascimento das filhas e dos netos.
Uma superação:
O câncer de mama maligno há 16 anos. Tive muito apoio familiar para superar. Estou aqui para ajudar outras pessoas naquilo que posso. Isso também me motivou ao trabalho voluntário, pela sorte que tive em me recuperar.
O que gosta de fazer no tempo livre?
Gosto de trabalhos manuais e pinturas em tecido e em tela. É uma terapia.
Você pratica algum exercício físico?
Faço academia e hidroginástica durante a semana.
Um temor: A situação do nosso país e a perda de pessoas queridas.
Um prato: Qualquer comida feita com carinho, como os churrascos na praia com bastante gente.
Qual seu maior sonho: Um mundo mais justo e seguro para nossos filhos e netos.
Deixe uma mensagem aos leitores do Panorama:
O momento é de dificuldades em nosso país, por isso acho que cada vez mais o trabalho voluntário faz toda a diferença e deveria ser praticado por mais pessoas. Como diz o lema da Embaixada Feminina: “Fazer o bem sem saber a quem”.


