
O Ministério Público denunciou, nesta quarta-feira (24/7), um médico que atuava no Hospital São Francisco de Assis, em Parobé. O caso levado à Justiça pelo Ministério Público é uma acusação de homicídio culposo e de falsidade ideológica contra o profissional, em um procedimento de uma mulher que teve, durante o parto, uma gaze esquecida em seu corpo. Se a Justiça aceitar a denúncia, o médico se tornará réu e responderá formalmente o processo. O profissional não atua mais no Hospital de Parobé desde que a questão veio a público.
O médico foi o responsável pela cesárea de Mariane Rosa da Silva Aita, 39 anos, que deu a luz a uma menina no dia 12 de junho do ano passado. Após alta hospitalar, ela começou a sentir dores no abdômen. Moradora de Novo Hamburgo, procurou atendimento na rede de saúde daquele município e, após exames, foi constatado um corpo estranho apontado como gaze na parte de baixo esquerda do abdômen dela. A mulher foi transferida para o hospital parobeense, onde passou por duas cirurgias e chegou a ficar na UTI (Unidade de Terapia Intensiva), mas morreu no dia 23 de agosto.
Após investigação da Polícia Civil, que também concluiu o inquérito com o indiciamento por homicídio culposo, devido a indícios de negligência, o Ministério Público encaminhou a denúncia ao Judiciário. Nos termos do documento, assinado pela promotora Sabrina Cabrera Batista Botelho, a conduta do médico foi considera “extremamente reprovável, incompatível com o propósito da medicina e danoso à coletividade”. A representante do MP pediu, ainda, uma medida liminar à Justiça para suspensão do exercício da atividade cirúrgica pelo denunciado. O médico ainda foi denunciado pelo crime de falsidade ideológica, pois teria, em 15 de agosto, omitido do prontuário médico da paciente, em nova cirurgia, a localização e a retirada da gaze do corpo de Mariane.
O Hospital de Parobé reforçou, nesta quarta-feira, que o profissional citado não faz mais parte do quadro clínico da casa de saúde desde o ano passado.


