
MEMÓRIAS DO EXÍLIO (Dicas para as telas de um, por enquanto, apenas suspeito de contaminação por Covid)
Pois é, de tanto falar no vírus, de tanto pensar no vírus, de tanto sonhar com vírus, é provável, depois de uma inesperada febre que foi a 39 graus ( nunca tive tão alta, e demorou a baixar ) que o bicho tenha enfim me alcançado. Nessa incerteza, fui colocado em obrigatório isolamento, agora obrigatório mesmo.
Mas, mesmo que o resultado seja negativo, é uma situação de muito transtorno e desânimo, e para não se ficar pior, uma das melhores coisas a se fazer é buscar boa diversão, pelo menos enquanto se aguarda a data para o exame (e a de tempo de busca do mesmo), e um dos remédios que mais faz o tempo passar, e a gente esquecer um pouco a situação em que está, é o de se jogar na frente da televisão, não para ver noticiários é claro, mas, no caso, séries, filmes, desenhos. Então vamos lá.
Hoje falaremos sobre séries. Tem muita, mas muita série boa, de todos os gêneros. Difícil, impossível acompanhar várias das que gostaríamos de ver, sorte que há os torrents, possibilitando baixar algumas e assisti-las quando sobrar um tempo.
Começo com duas, uma nova, encerrando sua segunda temporada, outra bem mais antiga, mas ambas estou seguindo fielmente.
A primeira tem um cara numa armadura de um estranho metal, e um bichinho verde orelhudo. Adivinhou, sim, “O Mandaloriano”. Spin off perfeito da saga Star Wars em live action.

Sugiro, pois, para melhor apreciar “O Mandaloriano”, conhecerem também dois outros spins de Star Wars. Inicie por “Star Wars: Clone Wars”, e depois siga por “Star Wars: Rebels”, ambos em animação, mas valem a pena.

São muito bem feitas, emocionantes, com episódios que chegam a ser melhores que muitos momentos dos filmes de cinema, dos quais elas preenchem muitas das lacunas entre eles.
A série bem mais antiga, que achei que nunca ia ver, é “Grey’s Anatomy”, me encantou pelas ótimas atuações, pela composição dos personagens, e é uma coisa que me dá uma sensação de Friends misturado com E.R (Plantão Médico) e dessas duas vi praticamente tudo e estão na minha lista de melhores de todos os tempos. Fiquei fã de carteirinha de G.A.

“Stargirl” vai para a terceira temporada, e acompanho sem perder, foi a forma que a DC achou de trazer heróis antigos de volta, no caso a Sociedade da Justiça da América, necessária pois um grupo de terríveis vilões do passado também está voltando com planos terríveis para a humanidade.

“Black Narcissus”, baseada num livro clássico, que por sua vez já teve algumas versões para cinema e tv, é sobre um grupo de freiras que tem que tornar em convento, nos altos do Himalaia, um lugar onde antes funcionava uma espécie de palácio dos prazeres da nobreza da região. Coisas estranhas vão começar a acontecer com as irmãs.

Falando em estranho, “Lovecraft Country”, vi ainda só os dois primeiros capítulos, mas os fãs de um dos maiores autores do terror cósmico, H. P. Lovecraft, que a série referencia, estão elogiando.

“Your honor” provável novo sucesso de Bryan Craston, de Breaking bad, muita tensão e reviravoltas quando um pai juíz, e dos bons, tem que encobrir o erro mortal, cometido sem querer, por seu filho. Muito bom. Acho que vai render.

“Padre Brown”, esta não é tão nova, mas ótima, num lugarejo na Inglaterra, além de rezar missas ele decifra crimes. E como tem crimes naquele pequeno lugar, nossa. Muito divertido. Para acompanhar achei, com legenda e imagem boa, o melhor de todos os detetives, “Columbo”, que enquanto com sua aparência amarrotada e sua conversa desconversada vai observando tudo sem deixar escapar nada e conduzindo na sutileza os possíveis suspeitos que com ele se divertem com seu vai não vai e acabam sentindo-se até felizes em lhes passar informações, até que o verdadeiro culpado caia direitinho na teia por ele tecida.

Tom Welling, o ex-Superman gatão de Smallville e o ex-caçador de múmias, o sempre divertido Brendan Fraser juntos em algo estilo missão impossível. Imperdível.

“Desalma”, já indo ao quinto capítulo e achando tudo ainda por demais perfeito nessa série que faz viver o universo obscuro das lendas de um cinzento norte-europeu, mais especificamente, a mitologia do povo ucraniano, num lugarejo aqui no Brasil em que um grupo de imigrantes deles escolheu morar.

E, encerrando, em família curtindo: uma das antigas e divertidas “tokusatsu”: Cybercops.

E para elevar mais o humor, e aumentar a imunidade, vendo e revendo a revelia estes dois programas.

Destaque final: a bacana despedida de Supernatural.


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( E vc, o que está olhando?)
(O que sugere?)
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Dedico esta coluna a minha filha Isabella, companheira minha fiel de todos os dias desde que se iniciou o confinamento em casa, dividimos muitas coisa legais, nesse tempo, na tv.


