
Um grupo de merendeiras que trabalham de forma terceirizada nas escolas municipais de Taquara participou da última sessão ordinária da Câmara de Vereadores para reforçar uma reclamação já feita anteriormente pela vereadora Fabiana Reinaldo (Republicanos). Elas protestaram contra o atraso na quitação de salários e direitos trabalhistas devidos por uma empresa que teve seu contrato com a Prefeitura rompido.
Em contato com a reportagem da Rádio Taquara, elas relataram que foram desligadas da empresa no mês de setembro e até a semana passada não haviam recebido todo o pagamento devido pela terceirizada. A maioria das merendeiras já havia sido contratadas pela empresa que assumiu o serviço, mas se queixavam dos prejuízos causados pelos atrasos das dívidas anteriores.
Consultada pela reportagem, a prefeita Sirlei Silveira confirmou ter conhecimento do que estava ocorrendo, mas sustentou que a administração municipal não tem como intervir no problema, que envolve as trabalhadoras direto com a empresa que deixou de atender o setor de Educação de Taquara. “Tivemos que fazer a troca da empresa terceirizada, que inclusive já recebeu os pagamentos devidos pela Administração. Então, agora eles é que devem responder pelos pagamentos”, explicou Sirlei.
A Rádio Taquara tentou ainda contato com um advogado que representa uma das merendeiras, na tentativa de esclarecer melhor a situação e de quem são as responsabilidades, mas ele não quis conceder entrevista.


