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Mesmo com projeto piloto, Prefeitura não cobra regularização de calçadas

Aprovada em 2010 pela Câmara de Vereadores, a lei que regula a cons­trução de calçadas em Taquara ainda sofre entraves

Aprovada em 2010 pela Câmara de Vereadores, a lei que regula a cons­trução de calçadas em Taquara ainda sofre entraves para definitivamente sair do papel. Exatamente em maio do ano passado, a Prefeitura anunciou um projeto piloto de regularização dos passeios públicos da rua Rio Branco, mas o Executivo ainda não cobrou dos proprietários que não fizeram as obras a realização dos investimentos. Com isso, um simples passeio da reporta­gem do Panorama por toda a extensão da Rio Branco, no domingo passado, identificou vários problemas.

Em contato com Panorama nesta semana, o secretário de Planejamento e Meio Ambiente, Jeferson Corá Lo­renzão, explicou que, no ano passado, a Prefeitura notificou 44 moradores da Rio Branco a fim de que regularizas­sem as suas calçadas de acordo com a legislação municipal. Contudo, apenas 12 atenderam ao pedido da Prefeitura e realizaram as melhorias. O restante, porém, acabou não entrando em con­tato com o Executivo para informar se fez a adequação solicitada.

Segundo Jeferson, a ideia da Prefei­tura era de que, se os proprietários não realizassem o investimento, o próprio Executivo faria a reforma e cobraria do contribuinte. Contudo, o secretário ad­mitiu que até agora essa cobrança não foi realizada pelo Executivo. Jeferson disse que não é a intenção da adminis­tração municipal sair cobrando os mo­radores, mas sim sensibilizar para que façam as melhorias previstas na legis­lação. “Para isso, estamos permanen­temente abertos ao diálogo”, afirmou, lembrando que os moradores podem procurar o Executivo para conversar sobre como será feita a adequação.

 

Jeferson Corá não descartou, po­rém, que a Prefeitura decida fazer as reformas nas calçadas. Contudo, não delimitou prazo para que isso venha a ocorrer, dizendo que a medida não está definida ainda pela administração mu­nicipal. Segundo o secretário, o Execu­tivo também pensa em partir para uma segunda etapa do projeto piloto, com o mapeamento dos passeios públicos com problemas na rua Picada Gravatá.

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