

O motorista de um caminhão, que se envolveu em um acidente na manhã desta quinta-feira (8), na rua Plínio Salgado, no bairro Viaduto, em Igrejinha, nunca se envolveu em um acidente de trânsito. A informação foi repassada ao Jornal Panorama pelo seu filho, Wilson Roberto Reolon Zini, de 52 anos. O condutor e proprietário do caminhão, identificado como Remi Carlos Zini (foto à direita), de 78 anos, acabou morrendo na colisão em que atingiu um veículo GM/Corsa branco, com placas de Novo Hamburgo, um Toyota/Fielder, destruiu o prédio da Feira do Produtor e atingiu duas residências.
“Meu pai era motorista há mais de 50 anos, nunca se envolveu em um acidente de trânsito. Não vejo outra possibilidade se não um mau súbito para ocasionar uma tragédia dessas. Nossa família está arrasada”, relatou o filho do motorista. De acordo com Wilson, o pai sempre trabalhou como caminhoneiro e esta era sua paixão. Ele fazia trabalhos para diversas empresas. Nesta quinta-feira, na hora do acidente, Remi carregava uma carga de terra preta com insumos, que seria entregue em Igrejinha. Ele morava em uma residência localizada na região central de São Francisco de Paula.
O acidente
O caminhão desgovernado desceu a rua Plínio Salgado, colidiu em dois carros, bateu em um prédio, destruiu a feira de produtores locais e atingiu duas casas. Segundo o Corpo de Bombeiros Voluntários, quatro pessoas ficaram feridas e foram encaminhadas ao hospital, todas conscientes e em estado regular. A assessoria de comunicação do Hospital Bom Pastor informou que as vítimas passaram por exames. Os feridos estavam nos carros atingidos.
Uma das moradoras de uma casa atingida, Lisete Crezizanovski, 50 anos, recém havia deixado seu imóvel para ir ao trabalho. A residência acabou sendo interditada pelos bombeiros. Ela contou que a cabine do caminhão parou dentro do seu quarto. Não é a primeira vez que ocorre um acidente desta forma na rua Plínio Salgado. Em 2010 e 2013, ocorreram registros de acidentes do mesmo tipo no local.
Veja fotos do local do acidente:
Fotos: Alan Júnior / Jornal Panorama


















