
O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou, nesta quarta-feira (7), Carlos Daniel de Oliveira, de 24 anos, pelo assassinato de sua ex-companheira Caroline Machado Dorneles, de 25 anos, grávida de 28 semanas, em Parobé. O crime ocorreu na manhã do dia 18 de abril e é investigado como feminicídio.
Segundo a denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Rafael Wobeto Pinter, o crime foi cometido por razões relacionadas à condição do sexo feminino da vítima, durante a gestação, com uso de meio cruel e recurso que dificultou sua defesa. Caroline foi morta com 19 golpes de faca enquanto aguardava um carro de aplicativo no bairro Colina do Leão. O bebê, do sexo masculino, também morreu em decorrência da violência.
O promotor classificou o caso como um “feminicruelcídio”, termo utilizado para destacar a brutalidade do crime. “O caso é um ‘feminicruelcídio’, expressão que usei durante o acolhimento dos familiares da vítima na Promotoria de Justiça, que abalou não somente a comunidade de Parobé, mas todo o Estado do Rio Grande do Sul, diante da perversidade e do completo desprezo à condição da jovem (que estava grávida) manifestados pelo autor do crime”, declarou Pinter.
Na denúncia, o Ministério Público também requer a fixação de um valor mínimo de R$ 200 mil para reparação dos danos causados à família da vítima. Além disso, foi solicitada pensão à filha de Caroline, de cinco anos.
Carlos Daniel teve a prisão preventiva decretada após o crime e foi considerado foragido até se apresentar voluntariamente na Delegacia de Pronto Atendimento de Porto Alegre, no dia 19 de abril, acompanhado de sua advogada. Durante o interrogatório, ele optou por permanecer em silêncio.
O inquérito policial foi concluído e encaminhado ao Judiciário com o indiciamento do suspeito. As investigações foram conduzidas pela Polícia Civil de Parobé com base em depoimentos de testemunhas e imagens de câmeras de segurança coletadas nas imediações do local do crime.


