O Ministério Público, através da promotora Ximena Cardozo Ferreira, impugnou as candidaturas das irmãs Gilda Kirsch (PTB), que pretende concorrer à reeleição na Prefeitura de Parobé, e Carmem Kirsch da Silva, que busca um novo mandato no Legislativo de Taquara. As duas impugnações não foram julgadas ainda pela juíza eleitoral, Angela Martini.
Conforme Ximena, Gilda sofre processo-crime no Tribunal de Justiça (com denúncia recebida) pela prática de falsificação de documento público e tem condenação criminal pela 4ª Câmara Criminal daquela Corte pela prática dos delitos de estelionato (duas vezes) e concussão. Sobre Carmem, a representante do MP disse que ela conta com processos-crime na 55ª Zona Eleitoral, com denúncia recebida e fase instrutória encaminhando-se para encerramento.
O advogado Rogério Möller, que representa a vereadora Carmem, disse ao Panorama que sua cliente está sendo vítima de uma acusação injusta, referente à eleição de 2006. “Todavia, não houve o trânsito em julgado sequer na primeira instância, tanto é verdade que algumas testemunhas ainda nem foram ouvidas”, explicou.
Na sua ótica, a iniciativa do Ministério Público fere dispositivo constitucional, já reconhecido pelo próprio Tribunal Superior Eleitoral, segundo o qual ninguém pode ser punido enquanto a sentença condenatória não tiver transitado de forma definitiva.
Carregando programação ao vivo...


