Você nasceu em Iraí, lá no norte do estado, e chegou ao Paranhana. Como é a sua história? É longa, renderia um livro (risos). Bom, eu vivi em Iraí até meus 17 anos, quando, depois de completar o magistério, fui estudar em Cruz Alta, cursar educação física. Trabalhei como professora por cerca de seis anos, atuando no ensino fundamental e com educação física, até que em 1994 eu fui aprovada no concurso da Emater. Desde então, levei uma vida quase cigana, passando por diversas cidades, sempre sendo muito bem recebida e fazendo um bom trabalho. Iniciei em Planalto, onde fiquei por uns dois anos, e depois fui para Estação Getúlio Vargas. Em seguida, fui para Alpestre, onde trabalhei aproximadamente cinco anos, e depois pedi transferência para São Francisco de Paula, onde trabalhei por uns quatro anos. Então pedi transferência para Igrejinha, onde vim reabrir o escritório local, e já se passaram dez anos.
Como é o seu trabalho na Emater? Sou extensionista de bem estar social. Trabalhamos para que as pessoas que vivem no meio rural tenham mais qualidade de vida, e melhores condições para continuar vivendo no campo.
E como foi reabrir o escritório em Igrejinha? Tivemos um início muito difícil, pois eu o abri sozinha, apenas com um auxiliar cedido pela prefeitura, enquanto o normal dos escritórios era contar com cerca de quatro funcionários. Porém, superamos as adversidades. Hoje temos várias frentes de trabalho, atuando na organização da Cooperativa de Produtores Agrícolas de Igrejinha, nas feiras dos produtores, no turismo rural, na produção de uva, dentre outras frentes.
Miriam, o que lhe fez permanecer em Igrejinha? Eu fui recebida com um grande carinho aqui, e logo adorei a cidade e sua comunidade. Além das pessoas, o que me fez ficar foi a ótima localização, pois estamos perto da região metropolitana, da Serra, do Litoral.
Como você se define? Uma guerreira, que foi fortalecida pelo que passou durante a vida.
O que lhe tira do sério? A falta de investimento em educaçãono Brasil. Temos um país lindo, mas pagamos demais e recebemos muito pouco em troca.
O que gosta de ler? Gosto bastante de obras sobre espiritismo.
Quem você tem como exemplo? Meu pai, hoje falecido. Ele foi um guerreiro, que me ensinou os valores mais importantes da vida, como honestidade, amor ao próximo, solidariedade.Um sonho: Percorrer o Brasil de motorhome.
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