Retornando à função de presidente da Câmara de Vereadores, Moacir Jagucheski (PPS) deixou, nesta segunda-feira (13), a atividade de prefeito interino do município, após a posse de Irton Bertoldo Feller (MDB). A mudança ocorre após um ano e sete meses em que ficou à frente do Executivo, devido à longa batalha jurídica que se transformou o processo de registro de candidatura do emedebista. Jagucheski, que concedeu entrevista ao programa Painel 1490 da Rádio Taquara, avalia como positivo seu período na Prefeitura, destacando que conseguiu diminuir os valores de dívidas, deixar obras e recursos encaminhados e, ainda, manter em dia os pagamentos aos fornecedores.

Sobre as questões financeiras da Prefeitura, Jagucheski disse que assumiu com cerca de R$ 52 milhões em dívidas, e está entregando com aproximadamente R$ 42 milhões, um recuo de R$ 10 milhões no total e que foi possível devido à diminuição dos restos a pagar encontrados da gestão passada. Segundo o ex-prefeito interino, todos os fornecedores do seu período estão em dia. Citou como exemplo a empresa responsável pelo recolhimento de lixo, que ameaçou cortar o serviço logo que assumiu o governo devido aos atrasos. Jagucheski combinou que todas as faturas de sua administração seriam pagas em dia, o que foi cumprido. Com isso, restam apenas pendências do outro governo para serem acertadas.
Em relação às obras, Moacir elencou a construção do novo bloco do Hospital São Francisco de Assis como a principal delas, em que foi investido mais de R$ 3 milhões do caixa próprio da Prefeitura. Além disso, no começo do governo interino, Jagucheski explicou que teve de resolver o impasse com a retirada do recurso das contas e o uso em outros custeios da prefeitura, o que impactou na necessidade de destinar o dinheiro à conta vinculada do projeto. Para tanto, teve que ser assinado um termo de compromisso junto ao governo do Estado, que financiou a obra, entregue há duas semanas. Jagucheski ainda elencou investimentos feitos em postos de saúde, como da Nova Parobé e Alvorada, e em educação.
O prefeito interino disse que tomou cuidado para manter em dia serviços do município, como a iluminação pública, em que sempre buscou não faltar lâmpadas. Destacou, ainda, a compra de saibro para a manutenção das estradas, inclusive buscando licitações com menores custos, e ressaltou o cuidado com a limpeza, também chamando a atenção dos moradores para este aspecto.
Jagucheski falou, também, sobre a questão política. Disse que a negociação com os partidos que integravam seu governo sempre foi pedindo para que cada um cuidasse de sua área e evitasse confrontos desnecessários. O prefeito interino agradeceu a todos os colaboradores de sua equipe que permitiram fazer o que ele considerou gestão para o melhor de Parobé. Destacou que, neste ano, não atuará como secretário municipal e encerrará seu mandato na presidência da Câmara. Mas não descartou esta hipótese a partir do próximo ano.
Assista a íntegra da entrevista com Moacir Jagucheski à Rádio Taquara:


