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Moradora de Igrejinha busca ajuda para ficar no Paraná enquanto filho de sete anos trata Anemia de Fanconi

Enquanto não realiza transplante de medula, João Henrique Soares da Silva não pode frequentar a escola, em razão da baixa imunidade e risco de infecções
Fotos: Arquivo pessoal

Diagnosticado com aplasia medular secundária ou Anemia de Fanconi, doença  rara da medula óssea em que há diminuição da produção das células sanguíneas, o menino João Henrique Soares da Silva, de sete anos, está cada dia mais próximo da cura. Para acompanhar o tratamento do filho no Paraná, durante 90 dias, Ana Paula Soares, moradora de Igrejinha, está realizando uma campanha solidária para arrecadar recursos necessários para ela se manter junto com o menino durante o tratamento.

Moradora do bairro Viaduto, Ana Paula conta que João Henrique foi diagnosticado com a doença em fevereiro deste ano e, desde então, vem realizando acompanhamento mensal com a médica hematologista Laura Garcia de Borba, no Hospital da Criança Santo Antônio, pertencente ao grupo hospitalar Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre.

“Por causa da doença, meu filho não pode frequentar ambiente escolar este ano, precisando evitar aglomeração de pessoas, pois sua imunidade está baixa e ele corre grande risco pra infecções. Além de não pode brincar com coisas perigosas, como correr ou pular, pois qualquer machucado ou batida pode provocar hemorragia, devido as plaquetas estarem baixas”, explica a mãe do menino.

No laudo médico, do dia 29 de fevereiro deste ano, Dra. Laura informa que a criança de Igrejinha já realizou terapia transfusional e atualmente aguarda por transplante de medula óssea, que é o tratamento específico para Anemia de Fanconi, destacando ainda a necessidade de cuidados em tempo integral.

Morando com João Henrique e outros dois filhos, a Ana Luiza, de 10 anos, e o Davi, de dois anos, Ana Paula conta que, até o ano passado, trabalhava como professora auxiliar na rede municipal de Igrejinha, mas que não pode renovar seu contrato para poder se dedicar exclusivamente aos cuidados com a saúde do filho.

A moradora de Igrejinha explica que João Henrique fará o transplante de medula no Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba, capital do Paraná, por ser um hospital pediátrico referência em transplante de medula óssea infantil e que o doador será o seu filho menor, o Davi.

“O Davi, que tem dois anos, é 100% compatível para o transplante. Só que estamos aguardando o exame de quebra cromossomo dele pois, como a doença do João Henrique é genética, precisamos ter certeza de que o Davi não tenha ela no seu DNA e assim possa realmente ser o doador do irmão”, relata Ana Paula.

A mãe de João Henrique conta ainda que, antes de realizar o transplante de medula, o menino precisará realizar um tratamento prévio de 90 dias, com sessões de quimioterapia “para destruir a medula doente e receber o transplante”.

Para ajudar com os custos de hospedagem e alimentação no Paraná, enquanto a criança completa o tratamento, a moradora de Igrejinha criou uma campanha solidária, e também um link no Vakinha, site brasileiro destinado a financiamento coletivo de projetos através de doações de seus usuários on-line.

“Ontem [segunda-feira (25)] me ligaram do Hospital Pequeno Príncipe e iremos entre o final de abril e começo de maio para a internação. As passagens aéreas para o Paraná eu ganhei do Governo do Estado, mas a estádia de, no mínimo, 90 dias será por minha conta”, conta a mãe do menino.

Quem quiser contribuir com a campanha solidária do João Henrique, doando qualquer valor em dinheiro, pode acessar o link https://campanhadobem.com.br/campanhas/ajuda-ao-joao-com-anemia-de-fanconi#/.

Mais informações sobre o tratamento do menino de Igrejinha e para saber sobre outras formas de ajudar sua mãe podem ser obtidas com a Ana Paula, pelo telefone (51) 99553-6426.