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Moradora de Taquara reclama da falta de atendimento para pessoas com necessidades especiais no município

Prefeitura diz que atividades serão retomadas no segundo semestre deste ano
Foto: Divulgação/Helfen Reabilitação (Arquivo)

Preocupada com a situação de seu filho, de 21 anos, que tem paralisia cerebral devido a um acidente que sofreu na infância, Luciane Fail entrou em contato com a Rádio Taquara, na manhã desta quinta-feira (22), para reclamar da falta de atendimento para pessoas com necessidades especiais em Taquara. Desde maio deste ano, a mãe do jovem aguarda por um retorno da administração municipal, sobre a retomada do convênio com o local onde seu filho costumava se tratar.

Moradora do bairro Santa Rosa, Luciane relatou que, assim como seu filho, outras 38 pessoas estão desde o ano passado aguardando para retomar as atividades na Helfen – Escola Especial Marcel Emílio Dani e Centro de Reabilitação Integrado. Segundo ela, os motivos alegados pela prefeitura seriam ora a divergência de valores do convênio com a escola, ora a falta de transporte próprio para essas pessoas, ou ainda a necessidade da realização de teste do coronavírus antes da volta a rotina.

“Meu filho, por exemplo, não pode ficar tanto tempo sem os exercícios de fisioterapia ou terapia ocupacional, pois seus músculos podem atrofiar e prejudicar seu desenvolvimento”, analisa Luciane.

A mãe do jovem, juntamente com Rosane Krumenauer, que tem dois filhos com necessidades especiais, conta que no início de maio deste ano esteve reunida com a prefeita de Taquara, Sirlei Silveira, e que a mandatária teria dito que as atividades na Helfen seriam retomadas até o final daquele mês.

“Já estamos na metade de julho e até agora nada. Eu ligo para a secretaria de Saúde e ninguém nos dá uma posição. Tento marcar uma nova reunião com a prefeita e ninguém nos atende. Estamos cada vez mais preocupados com a condição de nossos filhos”, argumenta a moradora do bairro Santa Rosa.

Nossa reportagem entrou em contato com a prefeitura de Taquara, logo após a ligação da ouvinte, e a resposta nos foi encaminhada após reunião promovida entre a prefeita Sirlei Silveira e as secretárias de Saúde, Ana Maria Rodrigues, e de Educação, Cultura e Esportes, Carla Silveira, na tarde desta quinta-feira.

Segundo o comunicado, o serviço de terapia ocupacional será mantido e, após regularização total dos pagamentos e de um acordo assinado em junho deste ano com a Helfen, as atividades no centro de reabilitação deverão ser retomadas no segundo semestre deste ano. Confira abaixo, na íntegra, a resposta enviada pela prefeitura de Taquara:

Em relação aos atendimentos pelo convênio entre a Helfen – Reabilitação Integrada LTDA e Escola Especial Marcel Emílio Dani, a Prefeitura de Taquara informa que o serviço de Terapia Ocupacional está mantido, os pagamentos estão sendo regularizados, cujas as pendências se acumulavam desde o ano passado e que agora estão sendo pagos.

Em função da pandemia, houve uma diminuição nos atendimentos da clínica. Quando a atual gestão assumiu, passou a ter diálogos com a empresa e chegaram a um acordo que foi assinado em junho deste ano.

A partir disto, os pagamentos estão sendo regularizados e as atividades retomarão à normalidade a partir do segundo semestre de 2021, no retorno presencial das atividades que está sendo implementado, juntamente com o contrato do transporte que foi rescindido em 2020.

Hoje são 37 pacientes atendidos na clínica através de convênio com a Secretaria da Saúde de Taquara.”