
Um inquérito da Polícia Civil revelou que Gisele Beatriz Dias, mãe das gêmeas Manuela e Antônia Pereira, de 6 anos, fez pesquisas na internet sobre os efeitos de veneno de rato em seres humanos. As meninas foram encontradas mortas em um intervalo de oito dias em Igrejinha, em outubro passado. Gisele foi indiciada por feminicídio e permanece presa. A reportagem foi divulgada pela RBS TV, que afirma ter tido acesso ao documento investigativo.
De acordo com o relatório, as buscas teriam sido realizadas nos dias 10, 11 e 12 de janeiro de 2024 e posteriormente apagadas do celular. Apesar disso, exames periciais não detectaram veneno nos corpos das meninas. A Polícia Civil trabalha para determinar a causa das mortes.
O advogado da mãe, José Paulo Schneider, argumenta que não há provas de que Gisele realizou as pesquisas ou de que as buscas estariam relacionadas aos óbitos das crianças. Ele também levantou a hipótese de que o então marido da mulher tinha acesso irrestrito ao celular e que ela passava por um quadro psiquiátrico grave, com histórico de tentativas de suicídio.
Pontos do inquérito
Entre os elementos apurados, a polícia destacou comportamentos considerados suspeitos. A mãe alegou que o cartão de memória de uma câmera de segurança que poderia registrar movimentos na casa foi furtado, mas o delegado Ivanir Caliari interpretou a situação como uma possível estratégia para evitar que ações fossem registradas.
Análises toxicológicas em andamento
Exames realizados pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP) não identificaram a presença de arsênio nas meninas, substância que causou outras mortes no Rio Grande do Sul em 2024. Testes continuam sendo realizados para identificar outras possíveis toxinas.
A defesa de Gisele afirma que as acusações carecem de provas científicas conclusivas e destacou a importância de aprofundar as investigações. Enquanto isso, as mortes de Manuela e Antônia seguem cercadas de mistério, com as autoridades trabalhando para esclarecer os fatos.


