Geral

Mostra na Câmara expõe a realidade da violência doméstica com objetos apreendidos pela polícia

Exposição fotográfica provoca reflexão durante os 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher em Taquara
(Fotos: André Amaral/Rádio Taquara)

A Câmara de Vereadores de Taquara sediou, na tarde desta terça-feira (2), a abertura da exposição fotográfica O Silêncio Também é Uma Arma, iniciativa da Frente Parlamentar pelo Fim da Violência contra Meninas, Mulheres e Idosas em parceria com a Polícia Civil. A atividade integra a campanha dos 21 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres e reuniu autoridades, servidores, representantes da rede de proteção e comunidade.

Instalada no saguão da Câmara, a mostra apresenta fotografias de objetos utilizados como instrumentos de agressão em casos de violência doméstica. O objetivo é provocar reflexão e estimular a mobilização social em defesa dos direitos das mulheres e meninas.

Durante a abertura, o delegado Valeriano Garcia Neto, titular da DP e DPPA de Taquara, contextualizou a origem da exposição e destacou o impacto do material.

“A exposição retrata objetos que foram utilizados em práticas de violência contra mulheres, e o mais espantoso é que nada disso é ficção”, disse.

Mostra foi idealizada pela delegada Carolina Funchal Terres

O delegado explicou que as imagens surgiram após a delegada Carolina Funchal Terres, da Delegacia da Mulher de Canoas, encontrar os itens ao organizar o depósito da unidade. “Ela teve a lucidez de não simplesmente destruir esses objetos, mas de documentar, retratar e criar essa exposição para trazer à tona essa mensagem que envolve a violência doméstica”, afirmou.

Valeriano ressaltou que a brutalidade expressa nos casos registrados exige reflexão e ação da sociedade.

“A covardia com que essas vítimas são agredidas é inaceitável; precisamos parar e refletir, principalmente para que as novas gerações tenham clareza de que a violência contra a mulher e contra grupos vulneráveis é incabível em uma sociedade que quer se desenvolver”.

O delegado reforçou o principal recado da campanha: romper o silêncio é essencial para salvar vidas. “O silêncio beneficia somente o agressor”, resumiu.

Ele orientou que mulheres em situação de violência, e pessoas que tenham conhecimento de casos, procurem a Polícia Civil a qualquer hora.

“Essas mulheres devem buscar a delegacia para registrar a ocorrência, solicitar medidas protetivas e serem encaminhadas à rede de apoio municipal, que oferece cuidados médicos, acolhimento e orientação jurídica”, afirmou. “É fundamental para que essa mulher tenha coragem e enxergue que existe vida após o registro da ocorrência policial”.

A exposição O Silêncio Também é Uma Arma segue aberta ao público no saguão da Câmara de Vereadores de Taquara.

Objeto de violência
Reconhecimento

A sessão desta terça também marcou o reconhecimento, pela Câmara, do trabalho da Polícia Civil de Taquara. O delegado destacou a importância do gesto.

“Temos a alegria de receber esta homenagem por bons serviços prestados à comunidade. Nossa equipe trabalha diuturnamente, com responsabilidade, comprometimento, ética e honestidade. Sinto que estamos caminhando juntos na direção certa, fortalecendo a credibilidade, a confiança e a parceria com a comunidade e com o Legislativo”, ressaltou Valeriano.