Em tudo o que fazemos existe uma pequena dose de risco. Seja no trabalho, em casa, praticando esportes ou até mesmo transitando pelas ruas da cidade. Então, imaginem uma pessoa estando diariamente no trânsito sobre um veículo de duas rodas, exposta a várias condições adversas que favorecem acidentes. Sobre os acidentes de trânsito, o primeiro fator que temos que aprender é aceitar que, não acontecem por acaso, por obra do destino ou azar.
Na grande maioria dos acidentes, o fator humano está presente, ou seja, cabe aos condutores uma boa dose de responsabilidade. Todo motorista tem pressa no trânsito, já perceberam? Por quê? Porque esta pressa toda que o leva a cometer infrações no trânsito? Será que o motivo da pressa não está em nós, clientes destes motoboys? Um exemplo é quando estamos em casa e ligamos pedindo um lanche. Acabado o pedido, sempre perguntamos se vai demorar muito, ou quanto tempo vai levar para chegar, pois estamos com fome. Com isso, esquecemos que na grande maioria das vezes, quem nos entrega o lanche é um motoboy, ou seja, um ser humano que faz de sua motocicleta o seu “ganha pão”.
Devido a essa pressa imposta pelos clientes, é que eles acabam correndo riscos e se submetendo a cometer infrações. Portanto, não podemos cobrar apenas dos motoboys. Nós, os clientes, é que devemos ter um pouco mais de consciência e não exigir que tudo chegue rápido, já que aquele que nos entrega o lanche, ou a mercadoria, é uma pessoa, que faz de toda aquela correria seu ambiente de trabalho. Precisamos dar preferência pela vida.
Elisiane Correa
Instrutora do curso de motofrentista
e mototáxi do CFC Taquara


