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Motociclista de 19 anos morre cinco dias após acidente envolvendo viatura da Brigada Militar em Parobé

Jovem estava internado em Canoas desde a colisão registrada no bairro Alexandria; família contesta versão apresentada pela Brigada Militar e pede esclarecimentos sobre o caso.
Foto: Reprodução

O motociclista e motoboy Renã Callegaro da Silva, de 19 anos, morreu na terça-feira (9), em Canoas, onde estava internado desde um acidente ocorrido na quinta-feira (4), em Parobé. A morte do jovem repercutiu na região e gerou manifestações de familiares, que cobram esclarecimentos sobre as circunstâncias da ocorrência.

De acordo com o delegado Clóvis Nei, responsável pela investigação, o acidente aconteceu por volta das 16h, na Rua Djalmo Hack, no bairro Alexandria. Conforme as informações apuradas pela Polícia Civil, houve uma colisão entre a motocicleta conduzida pelo jovem e uma viatura da Brigada Militar, seguida da queda e do choque da vítima contra um poste.

Em nota oficial, a Brigada Militar informou que a ocorrência aconteceu durante patrulhamento ostensivo, quando policiais teriam identificado motociclistas realizando manobras conhecidas como “rachas” em via pública. Segundo a corporação, durante a tentativa de abordagem e na tentativa de fuga de um dos envolvidos, ocorreu um acidente de trânsito que resultou em lesões graves ao condutor da motocicleta.

A BM também afirmou que os policiais acionaram imediatamente os serviços de emergência e que foi instaurado um procedimento administrativo para apurar a ocorrência. A corporação destacou ainda que todas as circunstâncias relacionadas ao caso estão sendo investigadas.

A versão apresentada pela Brigada Militar, no entanto, é contestada pela família de Renã. Durante o velório realizado na tarde desta quarta-feira (10), no Cemitério Católico São João Batista, em Parobé, o pai do jovem, Ronaldo Leandro da Silva, relatou ao site DuduNews ter estado no local logo após o acidente e questionou a conduta dos policiais envolvidos.

Segundo Ronaldo, um policial teria informado que o jovem estava empinando a motocicleta e que teria ocorrido um “encostão” durante a abordagem. O caso foi registrado como direção perigosa e segue sob investigação da Polícia Civil. Conforme o delegado Clóvis Nei, Renã não possuía Carteira Nacional de Habilitação (CNH), e a apuração também busca esclarecer a propriedade da motocicleta utilizada pelo jovem.

Familiares e amigos se despediram de Renã ao longo desta quarta-feira (11). No dia anterior, terça-feira (10), eles realizaram um protesto em Parobé cobrando esclarecimentos e justiça. O sepultamento ocorreu no Cemitério São João Batista, em Parobé.