
Dentre os seis municípios que compõem o Vale do Paranhana, apenas Riozinho registrou poucos estragos, após a passagem da forte chuva que atingiu a região. Nesta cidade, somente uma residência no centro foi atingida por um deslizamento de terra e a família conseguiu sair a tempo, não resultando em pessoas feridas. No momento, não há ninguém desabrigado no município e casas e comércios já foram restaurados.
Por outro lado, a população de Taquara, Parobé, Rolante e, principalmente, Três Coroas e Igrejinha amargam o pós enchente, que gerará muito trabalho e despesas até que consigam retornar à normalidade. Depois que as águas baixaram, está sendo necessário retirar muita lama, desinfetar os locais, lavar o chão, paredes e objetos caseiros e retirar para fora de casa os escombros e restos de móveis, eletrodomésticos, entre outros utensílios destruídos.
Em Taquara, considerada cidade mãe do Vale do Paranhana, dados desta segunda-feira (6) apontam que 229 pessoas estão desabrigadas no município. Esses moradores estão alojados no Ciep do bairro Empresa (153); Associação (28); Escola Dorothea Schafke (9); Igreja Assembleia de Deus (25); Igreja Vida e Cristo (02); e Albergue Municipal (12). Segundo a assessoria de comunicação da Prefeitura de Taquara, essas informações são preliminares e serão atualizadas no decorrer da semana.
No município de Parobé, os dados atualizados pela Assessoria de Comunicação da prefeitura, nesta segunda-feira, mostram que foram mais de 6 mil desalojados em função da enchente. Desses, mais de 600 pessoas foram para abrigos da prefeitura. No momento, cerca de 40 pessoas ainda estão abrigadas pela administração municipal. Os bairros mais afetados foram Mariana, Nova Guarujá, Paraíso, XV de Junho, Distrito de Santa Cristina do Pinhal, entre outros. As águas, na maioria dessas regiões, já recuaram, e os moradores estão no processo de limpeza e retorno para suas residências.
Uma das cidades mais afetadas pela enchente, com mais de 80% do município atingido, foi Três Coroas, onde os moradores comemoram o retorno das águas dos rios e arroios, que estão voltando ao normal nesta segunda com sol. As vias públicas ainda estão obstruídas, devido a muitos deslizamentos. No momento, o município tem 245 pessoas desabrigadas. Atualmente, a cidade possui três óbitos: um idoso, de 66 anos, que teve seu corpo encontrado neste domingo; e duas crianças, de 4 e 9 anos, que foram encontradas na tarde desta segunda-feira. Os bairros mais atingidos foram Quilombo, Vila Nova, Moreira, Linha Café, Eucaliptos, Vilão, Ctg, Sander, Centro, Vila Dreher, sendo praticamente todos os bairros do município. As informações foram divulgadas pelo coordenador da Defesa Civil de Três Coroas, Augusto Dreher.
Outro município que padece após tamanha destruição causada pela enchente, é Igrejinha. Devido aos estragos, registrados em quase toda a cidade, os responsáveis pela Defesa Civil, Assessoria de Comunicação, Corpo de Bombeiros Voluntários, secretarias municipais e entidades – que ainda trabalham no salvamento de pessoas e restauração de bairros – não puderam realizar um levantamento detalhado, mas estima-se que, pelo menos, 25 mil pessoas foram afetadas. Considerando que Igrejinha possui 32 mil pessoas, segundo o último levantamento do IBGE, quase 80% do município foi atingido pela enxurrada.
Por fim, na cidade de Rolante, foram contabilizadas mais de 2 mil residências atingidas, com 7 mil pessoas diretamente envolvidas. Conforme o coordenador da Defesa Civil Municipal, Gustavo Rosa, foram em torno de 220 desabrigados, 10 desalojados e aproximadamente 10 famílias precisaram ser retiradas de casa, em virtude do risco de deslocamento em massa das encostas, nos bairros Figueira e Boa Esperança. Segundo Rosa, não há ninguém em abrigos, estão realizando a limpeza de suas casas e tentando contabilizar os prejuízos. No município não houve registro de óbitos e foram poucos feridos. Os pacientes que estavam no hospital de Rolante, foram transferidos para Riozinho. O estrago que ainda não foi contabilizando é o das estradas, “que foi algo fora da realidade, com dois metros de água em toda a cidade praticamente”.


