Perfil

Muriel Paraboni

Muriel Paraboni, 34 anos, natural de Taquara, formado em Jornalismo, gerente de marketing na indústria Ferramentas Paraboni, de Riozinho. É

Muriel Paraboni, 34 anos, natural de Taquara, formado em Jornalismo, gerente de marketing na indústria Ferramentas Paraboni, de Riozinho. É também cineasta e poeta. Namora Anna Amélia Fleck (27).

Conte sobre sua trajetória profissional:
Me formei em jornalismo, mas já estava decidido a estudar cinema. Então cursei cinema na PUC e me especializei em direção em Cuba. Nesse período, eu já trabalhava com cinema e publicidade e tinha uma produtora de curtas. Me envolvi em vários projetos de filmes, documentários, clipes musicais, televisão. Mas a demanda por publicidade era cada vez maior, então decidi parar com tudo, pois eu não estava satisfeito. Nessa época me interessei pelas artes visuais. Vendi tudo e fui pra Europa, passei um tempo em Londres, conheci Berlin, Paris, Madrid e fiz alguns cursos de artes. Quando voltei, assumi o departamento de marketing da Paraboni, empresa dirigida por familiares, e estava decidido a estudar artes visuais.
 Qual sua impressão de Taquara?
Nesses doze anos que estive fora, vi que a cidade cresceu bastante, se modernizou, hoje tem boas opções de gastronomia, lazer, cultura e ainda preserva o ritmo tranquilo de uma cidade pequena.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou bastante prático e objetivo. Gosto de ponderar, planejar, mas, de um modo geral, sou uma pessoa de ação, às vezes um tanto obstinado. Procuro solucionar os problemas através do diálogo, sem criar atritos, mas não tenho medo de conflito se for necessário.
O que gosta de fazer nas horas vagas?
Sou reservado ou, como dizem, “caseiro”. Gosto de curtir a casa, ler, escutar boa música, preparar uma comida legal. Mas também costumo passear, viajar, ver os amigos, ir ao cinema e teatro.
 Como conheceu sua namorada e o que mais admira nela?
Conheci a Anna faz um ano, num bar em Igrejinha, por meio de uma amiga em comum. Ela é muito sensível e inteligente, está sempre alegre e disposta, cheia de energia. É dedicada no trabalho e se preocupa com as alunas do ballet e os pacientes do consultório, onde é psicóloga. Admiro também a grande capacidade que ela tem de escutar, compreender e aconselhar.
Quais os principais prêmios que obteve como cineasta?
O curta-metragem “Miopia”, que fiz em 2002, participou de muitos festivais no Brasil, México e Espanha, e recebeu os prêmios de melhor filme, roteiro, direção, montagem e fotografia no Festival do Recife, além de melhor ator e curta no Prêmio APTC de Cinema Gaúcho. No mesmo ano dirigi o episódio “Orangotangos” da série Histórias Curtas da RBS TV. Em 2003 recebi o Prêmio Santander pelo projeto do filme “São Bernardo”. Também tive outro roteiro de longa-metragem selecionado para o Festival de Havana em 2006.
Conte um pouco de sua experiência em Cuba:
Eu tinha 21 anos e tinha acabado de me formar. Gostava de cinema, mas estava frustrado com os filmes de Hollywood. Em Cuba conheci o cinema independente, francês, alemão, russo, asiático. Foi um período de grande amadurecimento e aprendizado, fiz muitos amigos e pude contar com excelentes professores de todas as partes do mundo. A experiência também me fez deixar de lado as inquietações políticas, pois entendi que a realidade socialista dos cubamos era tão desigual e contraditória quanto a nossa. Lá eu entendi que o meu negócio era a arte.
O que o tira do sério?
Não gosto de mentira e hipocrisia, isso me irrita bastante.
Planos para o futuro?
Quero continuar o trabalho de posicionamento da marca Paraboni no mercado, que está sendo um grande desafio e uma experiência muito gratificante. Também quero aos poucos conciliar o cinema e as artes visuais, organizar um atelier profissional e poder mostrar o meu trabalho em outros lugares.
Estilo musical: Rock, jazz, eletrônico e ambient.
Prato predileto: Sushi, peixe e salada.
Uma mania: Organização.
Uma qualidade: Paciência.
Um lugar: Berlin, cidade que é pura arte.
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Podemos realizar muitas coisas em nossas vidas se simplesmente decidimos baixar a cabeça e fazer. Realizar qualquer coisa exige esforço e algum sacrifício, é um equívoco achar que tudo deveria ser fácil. Muito do que achamos distante e impossível torna-se real no exato momento em que paramos de reclamar ou criar justificativas. Podemos até culpar os outros, o mundo, mas na verdade o nosso maior adversário está em nós mesmos.

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