Educação

“Não vou envolver política nas escolas”, diz Picucha ao defender revogação de eleição para diretores

Prefeito de Parobé submeteu a Câmara projeto para mudar formato de preenchimento das direções dos educandários de ensino fundamental.

O prefeito de Parobé, Diego Picucha (PDT), postou um vídeo na página oficial do município nas redes sociais com esclarecimentos sobre uma proposta de mudança no preenchimento das direções das escolas de ensino fundamental. O chefe do Executivo quer mudar a sistemática atual, que prevê eleições, defendendo que a escolha volte a ser uma prerrogativa do prefeito. O projeto de lei sobre o tema tramita na Câmara de Vereadores de Parobé desde esta semana.

Picucha iniciou o seu pronunciamento dizendo que tem o amplo apoio da maioria dos professores e que a mudança vai ao encontro e benefício dos professores e dos estudantes. “Algumas pessoas que estão em alguns cargos e se perpetuaram ao longo de administrações tendo amplas vantagens salariais se sentem incomodadas ou ameaçadas. Não é para perseguir ninguém”, frisou o prefeito, reforçando: “Não vou envolver política nas escolas”.

O prefeito defendeu que a eleição de diretores das escolas é inconstitucional, argumento que já havia mencionado no projeto de lei que remeteu à Câmara. Disse que a mudança está sendo motivada por questões que não concorda em relação à administração escolar, mas reforçou que são medidas de “alguns diretores, poucos diretores, pois a grande maioria é competente e qualificada”.

Picucha relacionou que alguns diretores não queriam abrir a escola para entregar atividades no ano passado para os alunos que não tinham acesso à internet. Acrescentou que alguns diretores também teriam se recusado a abrir as escolas para a realização de reformas. “E a gente reformou todas as escolas que nos solicitaram, investimento de mais de R$ 1 milhão. Escolas onde o forro estava caindo na cabeça das crianças, que o piso não tinha condições. Alguns diretores não queriam, agora, abrir a escola para entregar a merenda em kits revertidos”, afirma o chefe do Executivo.

O prefeito ainda mencionou gastos de algumas escolas, embora tenha citado nominalmente apenas o Nejap (Núcleo de Educação de Jovens e Adultos e Parobé). Disse que houve gasto em uma escola de R$ 1.250,00 para “locação do Estação”. Em outro gasto mencionado, embora não tenha dito valor, Picucha afirmou que houve nota fiscal de boliche em Sapiranga e pizzaria e choperia. “Dinheiro para melhorar o ensino estão gastando em chope e janta. Essas [direções] eu vou trocar”, afirmou. Sobre o Nejap, afirmou que houve gasto de quase R$ 300,00 na compra de balas e doces.

“Notem, comunidade, que quem cobra são pessoas ligadas a partidos políticos. Nesse sentido, queremos dar mais condições para os professores que são a grande maioria e que querem trabalhar. Essa é a verdade, quem está incomodado é que é ligado a algum grupo político e sempre teve vantagem, e no meu governo não vai ter”, frisou Picucha. O prefeito enfatizou que, se aprovado o projeto, serão trocas pontuais a serem realizadas e exemplificou isso citando o fato das escolas de educação infantil (EMEIs), onde já existe a prerrogativa de mudanças pelo chefe do Executivo. Segundo Picucha, ao longo do seu governo, das nove EMEIs, só mudou a direção de três.