GERAL – A definição do reajuste salarial para os funcionários das indústrias de calçado foi apertada este ano, conforme destacam os representantes dos trabalhadores do ramo dos municípios do Vale do Paranhana. O percentual de aumento ficou em 10% para os funcionários já contratados. O piso da categoria teve ganho entre 10% e 12%. Confira abaixo como foram as negociações em cada cidade. Jornal Panorama entrou em contato com a diretoria do Sindicato dos Sapateiros de Três Coroas por diversas vezes, mas não tivemos retorno da entidade.
PAROBÉ – “Foi muito difícil”. Desta forma, o presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé, João Nadir Pires, resumiu a negociação do dissídio dos trabalhadores calçadistas, fechada na semana passada. A categoria conseguiu conquistar 10% de aumento para todos os trabalhadores, apesar de que as empresas, por algum momento, queriam pagar 10% para os funcionários que ganham até R$ 3 mil. Quem tem salários acima deste montante, pela proposta empresarial, receberia apenas 6%. “Não poderíamos concordar com essa proposta, pois defendemos a igualdade entre todos os funcionários”, ressaltou Pires, acrescentando que, em assembleia, 99% dos trabalhadores também não aceitaram a proposta patronal.
Segundo Pires, a negociação de 2015 foi uma das mais difíceis dos últimos anos, tendo inclusive duas assembleias internas dentro da Vulcabras/Azaleia. O presidente do Sindicato atribuiu a dificuldade ao que considerou uma tentativa da Vulcabras em nivelar os salários da região com os do nordeste. Mesmo assim, Pires ficou contente com o índice conquistado, de 10%, acima da inflação. Além disso, ressaltou que muitos trabalhadores estão satisfeitos com a negociação conduzida pela diretoria do Sindicato, que teve de ser rigorosa na condução das tratativas com a entidade patronal.
TAQUARA – Os valores do reajuste também não agradaram muito ao presidente do Sindicato dos Sapateiros de Taquara, Silvio Kirsch. A atual crise do setor tem desestabilizado as empresas da região, conforme salientou. Contudo, kirsch temia que o percentual fechasse abaixo dos 10% negociados. “Temos empresas fechando, pouco serviço. Apesar de tudo, conseguimos manter um bom resultado”. Ele acredita que o mercado vá melhorar na reta final do ano. O piso salarial da categoria ainda segue em definição.
IGREJINHA – O vice-presidente da entidade, Dirceu Leodoro Alves, lembrou que as negociações foram difíceis. Os 10% de aumento salarial e os 12% no piso inicial dos funcionários após 90 dias de contrato foram conseguidos depois de muita conversa. O reajuste salarial passa a valer a partir do dia 1º de agosto passado. Os valores retroativos serão pagos pelas empresas para seus funcionários.
ROLANTE – A assembleia que definiu o reajuste salarial dos operários do calçado da cidade ocorreu no dia 27 de agosto. O presidente do Sindicato dos Sapateiros municipal, Renato Luis Hansen da Rosa, lembra que o a entidade patronal tentou parcelar o aumento. Após as tratativas, a negociação encerrou com dissídio de 10% e mesmo percentual para o piso da categoria. A partir de janeiro, o mínimo pago pelas empresas não poderá ser abaixo de R$ 4,57 a hora. “Queríamos mais valorização da mão de obra, mas isto é difícil”, lastima. Outra conquista foi o adiantamento quinzenal, que a partir de agora deve ser pago até o dia 20 de cada mês. O auxílio estudante também foi reajustado, e passa a ser de R$ 226 anuais, pagos em duas parcelas.
RIOZINHO – O Sindicato dos Sapateiros de Riozinho conseguiu fechar, após algumas semanas de negociação com a classe patronal, o aumento salarial, no último dia 28. O percentual combinado ficou em 10% e o piso salarial, em janeiro de 2016, chegará em R$ 1.054. O presidente da entidade trabalhista, Gilberto Marcio Iungton, lembra que o setor do calçado deu uma melhorada na região. “O aumento supriu a inflação e teve um ganho real”, lembra. O auxílio estudante dobrou, passando de R$ 50 para R$ 100 anuais.


