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Nova prisão preventiva contra Ramiro Gonzaga Barros reforça gravidade do maior caso de abuso infantil do RS

Mais uma medida cautelar foi cumprida contra o predador sexual detido em janeiro, que já cumpre outras duas, respondendo por múltiplos crimes de abuso sexual e pornografia infantil
(Foto: Polícia Civil/Divulgação)

A Polícia Civil de Taquara cumpriu, nesta terça-feira (3), mais uma prisão preventiva contra Ramiro Gonzaga Barros, 37 anos, investigado por uma série de crimes sexuais contra crianças e adolescentes e considerado o “maior predador sexual do estado”. Desta vez, o mandado foi expedido pela Vara Judicial de Três Coroas, após a confirmação de mais um caso de estupro de vulnerável, com registro em vídeo e fotografia.

O novo mandado se soma a outras duas prisões preventivas já decretadas contra Barros, que está detido desde 21 de janeiro de 2025, quando foi flagrado com um acervo de aproximadamente 750 pastas com pornografia infantil, organizadas em seus equipamentos eletrônicos. Na ocasião, a prisão ocorreu durante operação conduzida pela Delegacia de Polícia de Taquara, com apoio do Instituto-Geral de Perícias (IGP).

No episódio mais recente, Ramiro teria abusado sexualmente de uma menina de 13 anos, após meses de aliciamento virtual. O material do crime, incluindo vídeo e fotos, foi encontrado durante as investigações. Segundo a Polícia Civil, o acusado já havia coagido a vítima, atualmente com 20 anos, a produzir e enviar conteúdo íntimo, usando ameaças e manipulação emocional.

Ramiro responde por crimes como posse de material pornográfico infantil, aliciamento de menores (previstos no ECA) e ameaça (Código Penal). Além deste processo, ele é investigado em diversos outros casos.

Modus operandi

As investigações apontam que Ramiro criava perfis falsos de meninas nas redes sociais para se aproximar das vítimas, geralmente entre 8 e 13 anos. Após conquistar a confiança das menores, solicitava uma foto íntima inicial. Em seguida, passava a exigir mais conteúdo, sob ameaças constantes. Ele dirigia as cenas, instruindo como as vítimas deveriam se posicionar e filmar os vídeos, com detalhes técnicos para melhor captação das imagens.

Até agora, a Polícia Civil identificou 217 vítimas, a maioria residente em cidades da região como Taquara, Igrejinha, Três Coroas, Gramado e Canela. O delegado Valeriano Neto, responsável pelas investigações, alerta que o número pode crescer com o avanço dos inquéritos.

Apelo às famílias

A Delegacia de Taquara faz um apelo às famílias da região, especialmente aquelas com meninas que, nos últimos 15 anos, possam ter enviado imagens íntimas pela internet. A orientação é entrar em contato com o Setor de Investigação para verificar se há conexão com o caso.

O processo corre sob sigilo judicial, e a identidade das vítimas será rigorosamente preservada.

Denúncias
  • WhatsApp da Delegacia de Taquara: (51) 98443-3481