
Esta semana, a prefeitura de Parobé começou a utilizar uma nova técnica que ajuda a combater o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, febre chikungunya e o Zika vírus. A técnica, conhecida como Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), já é uma prática utilizada em estados do norte do Brasil, para combater a malária, e que agora está sendo aplicada de forma experimental em cidades do Rio Grande do Sul, como Parobé.
Segundo a prefeitura de Parobé, a técnica, experimental no Sul, foi utilizada em um projeto-piloto do governo do Estado em três municípios do norte gaúcho, atingindo índices de combate a casos de dengue de até 94,2%, em cidades como Rondinha.
Parobé é o pioneiro a utilizar essa técnica entre os 67 municípios que integram a 1ª Coordenadoria Regional de Saúde (CRS), que engloba Porto Alegre, Região Metropolitana, vales do Caí, Paranhana e dos Sinos, além da Região Carbonífera.
Diferente da tradicional fumaça que dispersa inseticida no ambiente sem direcionamento, o BRI tem alvo definido. Funcionários passam o produto em paredes, rodapés, pilastras e locais estratégicos internos e externos das residências, a 1,5 metro do chão, onde é mais comum que os mosquitos Aedes aegypti repousem.

Uma vez aplicado, o inseticida cria uma película que age durante quatro meses. Todo o processo de borrifação demora, em média, quatro minutos para ser concluído. Na fase inicial, o BRI está dendo aplicado em Parobé em residências do bairro Fazenda Pires e Guarujá.
Segundo o prefeito Diego Picucha, o BRI, somado à conscientização da população para cuidar dos pontos com água parada, pode ser um fator determinante para promover uma grande redução nos focos do mosquito e na redução do número de doenças causadas pelo inseto.
“A saúde de nossa comunidade é uma prioridade. A borrificação é um método inovador que vem a se somar a todo o nosso trabalho de combate e prevenção à dengue, para reduzirmos a incidência de focos e criadouros do mosquito em Parobé”, destaca o prefeito de Parobé.



