Novo Windows: você vai tocá-lo?
Na meia-noite da última sexta-feira (26), foi lançado oficialmente o Windows 8, nova versão do SO (sistema operacional) mais popular no mundo, com mais de um bilhão de usuários, incluindo você, provavelmente. Então pensamos: “ok, mais um Windows, assim como já vieram o XP e o 7”. Pois está aí a grande diferença: essa nova versão tem uma interface realmente inovadora, definitivamente diferente do que estamos acostumados.
Desde sempre nosso comportamento era buscar os programas em ícones disponíveis na Área de Trabalho ou no menu Iniciar. Agora, a tela inicial é formada por grandes blocos, conhecida como interface Metro, e – grande revolução – sumiu o consagrado menu Iniciar. Sim, vamos gastar algumas horinhas até conseguirmos nos habituar com a nova interface, principalmente se nosso uso for através de um computador tradicional, sem tela sensível ao toque, pois esse é o objetivo da nova interface: dispositivos móveis (celulares smartphones e tablets) que manuseamos diretamente tocando nas telas. É manuseando com os dedos que essa nova interface se mostra realmente interessante, e é como você provavelmente sentirá vontade de experimentá-la.
Mas por que alterar algo a que mais de um bilhão de pessoas já estão acostumadas? Simples: a Microsoft estava completamente fora da briga dos sistemas operacionais para dispositivos móveis, e precisa reagir. Como? Criando uma interface com características de usabilidade comum entre computadores, smartphones e tablets.
E tem mais: a Microsoft lançou junto com o Windows 8 o seu próprio Tablet, o Surface, que tem como diferenciais, além da tela sensível ao toque, a opção de teclado, para momentos que precisamos digitar textos maiores. O Surface chega com essa novidade e deve ganhar espaço no mercado, assim como os celulares da Nokia – que rodam o Windows Phone – já vem conquistando, posicionando finalmente a Microsoft no mercado móvel.
A Microsoft mostra que suou muito, e também lançou uma loja de softwares aplicativos, a Windows Store, imitando também nesse quesito a Apple e a Google. A loja tem softwares para serem baixados de forma gratuita ou pagos. A estratégia é muito interessante, pois cria um único ponto de encontro entre usuários que precisam de softwares e os desenvolvedores desses softwares. Até agora, a forma que tínhamos para encontrar algum software era através de pesquisas “soltas” na internet, que nos remetiam para páginas nem sempre confiáveis. Na Windows Store, a busca é facilitada e os softwares são certificados pela Microsoft.
Para completar, a cereja do bolo são os preços, muito abaixo dos esperados. Na verdade, os mais baixos da história: quem já possui um SO da Microsoft, paga apenas R$ 69 pela versão de atualização. Quem vai comprar uma versão completa, R$ 269.


