Números relacionados à geração de empregos no setor calçadista voltam a acender o sinal amarelo sobre a economia no Vale do Paranhana. Neste ano, o setor foi responsável por abrir apenas 45 vagas de trabalho, de janeiro a setembro, nos seis municípios da região. Os números do Ministério do Trabalho são mais expressivos se levados em conta os últimos quatro meses: foram 906 vagas fechadas, com destaque para Parobé, que responde sozinha por 76% dos empregos cortados no calçado.
O presidente do Sindicato dos Sapateiros de Parobé, João Pires, mostrou preocupação, nesta semana, com os resultados do setor calçadista. Segundo ele, além do fechamento de mais uma unidade de produção da Calçados Azaleia, na metade deste ano, o município vem sofrendo com a redução das vagas em ateliers. Segundo ele, Parobé tem diversos ateliers que atuam como pontos de fabricação terceirizada de calçados. Acontece que as empresas estão reduzindo a contratação destes ateliers, a fim de não diminuir as suas produções próprias. Por isso o impacto nas demissões em Parobé. Além disso, segundo Pires, foram registradas demissões nas fábricas mais importantes de Parobé atualmente, como a Bottero e a Calçados Bibi.
Confira, no Panorama impresso de 31 de outubro, a matéria completa que detalha o assunto e uma tabela que expõe os números de cada município. Nas bancas!


