Educação

O presente e o futuro da Educação em discussão na Faccat

Seminários Internacional e Nacional foram sediados em Taquara.
Apresentação da Escola 17 de Abril encantou participantes na abertura do seminário. Divulgação/Claucia Ferreira/Faccat

Com o objetivo de discutir os cenários da Educação na atualidade para ampliar a formação continuada de professores, ocorreram, de quinta-feira (30) até sábado (1º), o 2º Seminário Internacional de Educação, o 4º Seminário Nacional de Educação e o 19º Seminário de Educação Infantil. As atividades foram realizadas no campus das Faculdades Integradas de Taquara (Faccat).

A capacitação terminou com a explanação da engenheira agrônoma e presidente do Instituto de Permacultura do Pampa (IPEP), a professora Tatiana Cavaçana, que ministrou a palestra Permacultura – Multiculturalidade, Diversidade, educação no Campo, Educação indígena, educação quilombola para os professores participantes do Seminário Internacional e Nacional de Educação. Já a professora Patrícia Reis, coordenadora de etapa Educação Infantil da BNCC do Rio Grande do Sul, realizou a palestra Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento da Educação Infantil para os docentes do Seminário de Educação Infantil.

Maria Luce, que falou sobre barre curricular, disse que ensino é uma construção sem fim. Divulgação/Claucia Ferreira/Faccat

Nada na vida é definido

No decorrer dos seminários, diversas oficinas temáticas foram feitas e reflexões sobre o rumo da Educação também foram apontadas. Na manhã de sexta-feira, 31 de agosto, a professora da UFRGS, Maria Beatriz Luce, destacou pontos da Base Nacional Comum Curricular. Para ela, o ensino é uma construção sem fim. “Precisamos ter noção de que nada na vida é definido e que nada está pronto. É necessário sempre repensar”, destaca. Maria Beatriz ainda comenta que todos são seres de história, que tem um passado, presente e um futuro. “É preciso realizar uma reflexão profunda e conjunta sobre a crise na educação, sobre a base curricular. Se vivemos num País em crise, isso afeta a educação, reflete no presente. Precisamos como educadores, trabalhar a noção de esperança, com o horizonte de futuro”, analisa.

Ignácio Pons abordou perspectivas para a educação e falou sobre ensino domiciliar. Divulgação/Claucia Ferreira/Faccat

Novas tecnologias

Na abertura dos seminários, que ocorreu na quinta-feira à noite, além de apresentações culturais, o professor Ignácio Vicente Aloise Pons, da Universidade Católica de Múrcia (UCAM), abordou a temática Cenários e Perspectivas da Educação, no Centro de Eventos da Faccat. “Estes tempos ouvi nos noticiários a discussão em Brasília sobre a educação domiciliar. Na minha opinião pessoal, a educação domiciliar necessita de uma estrutura sustentável e ela não pode ser discutida somente no caráter político”, alertou Pons. O pesquisador também destacou que os professores devem se adaptar às novas tecnologias. “Temos muita inteligência artificial que nos assistem e ela nos condiciona para o futuro. E nós educadores seremos atores fundamentais para saber se este condicionamento será ou não positivo”, analisa.

Conhecimento é fundamental

Na avaliação do diretor-geral da Faccat, Delmar Backes, destaca que o conhecimento não é mais uma opção, mas sim uma necessidade. “Nós não podemos ser dominados por falsas ideias, por coisas factoides e depois temos que recuperar 20, 30, 50 anos perdidos. É momento de muito aprendizado, de muitas trocas”, sintetiza.