“Um radialista gaúcho que vive na Amazônia atravessou o País de carro trazendo a família, um sambista carioca veio de avião, moradores do interior gaúcho lotaram ônibus e vans, adolescentes ficaram três dias acampados na frente do estádio. Isto é parte da mobilização que o show de um beatle provoca quase 50 anos depois que o ié ié ié (adaptação aportuguesada do refrão yeah yeah yeah) tomou conta do mundo.
Paul McCartney abriu o show (foto) no gigantesco palco montado no estádio Beira-Rio com duas músicas de seu repertório solo, mas foi somente quando cantou os primeiros versos de All my loving que todos nós fomos arrebatados por uma revelação: aquilo não era um simples show de música, era uma celebração emotivo-espiritual histórica.
Como não pode desprezar a parte boa de seu repertório solo, foi preciso criar um show com três horas de duração e três bis. Tempo que passa rápido demais, explicando, talvez, por que um homem de 68 anos como ele pareça mais novo do que eu, nos meus recém 43, e com um espírito juvenil que poucos de nós conseguimos manter.” (Trecho dos textos do repórter João Müller, publicados na edição do Panorama desta semana, sobre o show de Paul McCartney no domingo 7, em Porto Alegre).
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