
Moradores de diferentes regiões do Rio Grande do Sul foram surpreendidos na noite desta segunda-feira (29) pela passagem de um objeto luminoso cruzando o céu. O fenômeno ocorreu às 18h46 e foi provocado pela reentrada de um satélite na atmosfera terrestre.
Segundo informações divulgadas pelo Observatório Espacial Heller & Jung, de Taquara, a trajetória do objeto ocorreu do sudoeste em direção ao sul, passando sobre o Uruguai e parte do município de Santa Vitória do Palmar, no extremo sul gaúcho. A expectativa é que os fragmentos tenham se desintegrado completamente antes de atingir o oceano Atlântico.
Identificação do satélite
A reentrada foi identificada inicialmente pela Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (BRAMON) e posteriormente confirmada pelo Observatório Espacial Heller & Jung.
O objeto era o satélite YAOGAN-35 03A, catalogado com o número NORAD 53316. O equipamento foi lançado pela China em 29 de julho de 2022, a partir do Centro Espacial de Xichang.
Conforme os especialistas, o brilho intenso observado durante o deslocamento é resultado do atrito do satélite com as camadas mais densas da atmosfera, processo que provoca seu aquecimento e, na maioria dos casos, sua completa destruição.
Fenômeno chamou atenção no Sul do Brasil
Além do registro realizado pelo Observatório Espacial Heller & Jung, o satélite também foi avistado por moradores de diversas cidades do Rio Grande do Sul.
Eventos como esse são considerados relativamente comuns, já que satélites desativados e outros tipos de lixo espacial retornam periodicamente à atmosfera. Na maior parte das ocorrências, o material se desintegra antes de alcançar o solo.
O que é a reentrada de um satélite?
A reentrada de um satélite acontece quando ele perde altitude e volta a atravessar a atmosfera terrestre. Durante esse processo, o atrito com o ar gera temperaturas extremamente elevadas, fazendo com que a maior parte da estrutura seja destruída.
Em casos como o do YAOGAN-35 03A, a reentrada é monitorada por redes especializadas e observatórios, permitindo identificar a trajetória e estimar a área onde os fragmentos deixam de existir.


