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Obstetra é afastado pelo hospital de Parobé até conclusão de sindicância após morte de mulher

A vítima morreu, nesta quarta (23), após um exame apontar que ela estaria com uma gaze dentro do corpo; o profissional fica afastado até a conclusão de sindicância interna

O obstetra que realizou o parto de Mariane Rosa da Silva Aita, de 39 anos, no dia 12 de junho de 2023, foi afastado do cargo pelo Hospital São Francisco de Assis, em Parobé. A mulher acabou morrendo dois meses após passar por uma cesariana no local, depois de realizar um exame que apontou que ela estaria com uma gaze que foi esquecida dentro do seu corpo. O nome do profissional afastado nesta quinta-feira (24), não foi informado.

De acordo com o hospital, o afastamento seguirá enquanto estiver ocorrendo a sindicância interna, que foi instaurada para apurar os fatos. “Posteriormente serão tomadas as medidas cabíveis”, diz a nota. Conforme a casa de saúde, no local existem seis obstetras e haverá reposição devido ao afastamento. Segundo o São Francisco, são realizados no local mais de 100 partos por mês, sendo referência em obstetrícia para Parobé, Taquara, Três Coroas, Rolante e Riozinho.

Reunião na Prefeitura de Parobé

Na manhã desta quinta-feira (24), o prefeito de Parobé Diego Picucha realizou uma reunião com o diretor do Hospital São Francisco de Assis, João Schmitt, onde exigiu a troca imediata do responsável técnico e de toda direção técnica da casa de saúde.

“Visto o recente óbito de uma mãe, somado a diversos fatos que tem ocorrido no hospital, cobramos e impomos a troca da responsabilização técnica do nosso hospital, que será feita imediatamente (…)”, expôs o prefeito.

Entretanto, mesmo após a exigência de Picucha, não houve mais afastamentos além do obstetra responsável pelo parto. Nesta sexta-feira (25), o hospital informou que iniciou a sindicância na quinta e que “nenhuma ação será tomada até as conclusões”.

Sepultamento

Mariane foi sepultada na manhã desta sexta-feira, por volta das 10h40min, no Cemitério Municipal de Novo Hamburgo. Seu corpo havia sido conduzido para necropsia ainda na quinta, por volta das 16h, após o velório.

O caso foi registrado na Delegacia de Polícia Civil de Parobé. Conforme o delegado Francisco Leitão, o fato é investigado como “erro médico” e, caso seja confirmado, os responsáveis podem ser indiciados por homicídio culposo.