Entre as oficinas de Cavalgadas e Campeirismo colocadas à disposição das escolas durante os Festejos Farroupilhas, estava a Tropeirismo, ministrada por Marco Aurélio Angeli (Zoreia). O tema acompanha Zoreia desde pequeno, quando escutava histórias contadas por seu avô Dorvalino, que foi tropeiro durante toda sua vida. Criador de muares há 30 anos, Zoreia comentou que os animais quase foram extintos no Estado.
Perguntado sobre seu interesse na criação, ele disse que, quando menino, em vez de motocicleta, sempre sonhava em ganhar uma mula. “De tanto escutar as histórias contadas pelo meu avô e o padrasto de minha mãe, que tropeava gado dos campos de cima da Serra para municípios como Guaíba, acabei me interessando e me envolvendo no assunto”, explicou.
De acordo com Zoreia, os jovens não têm mais nenhum vínculo com o passado, e as oficinas são um resgate da cultura gaúcha.


