Polícia

Operação da polícia prende motorista que saiu de Parobé com R$ 3 milhões em esmeraldas

O homem teria recebido as pedras em um posto de combustíveis em Parobé; ele foi preso em Canoas.

A Policia Civil desencadeou a Operação Garimpo e prendeu um motorista de aplicativo, que havia saído de Parobé, com uma carga de mais de dois quilos de esmeraldas, avaliada em mais de R$ 3 milhões. A prisão aconteceu entre a madrugada e a manhã desta terça-feira (16), no bairro Niterói, em Canoas. A ação foi desencadeada pela Polícia Civil para desarticular rotas nacional e internacional de vendas ilegais de pedras preciosas. Segundo a Polícia Civil, um homem, de 46 anos, recebeu uma maleta com as esmeraldas em um posto de combustíveis de Parobé. Ele dirigia um carro que serviria para transporte por aplicativo, quando foi interceptado em Canoas.

Dois quilos de esmeraldas foram apreendidas na operação.
Divulgação / Polícia Civil

Conforme a Polícia Civil, cada pedra de esmeralda encontrada custa em torno de R$ 4 mil no atacado nacional e até R$ 20 mil no varejo. Cerca de dois quilos foram apreendidos na ação de hoje, totalizando 710 unidades já lapidadas. A carga foi avaliada por especialistas que consideraram cada pedra pura e de alta qualidade. As pedras foram encontradas após dois meses de investigações. O homem foi abordado por policiais que integram a 1ª Delegacia de Polícia de Sapucaia do Sul, liderada pela delegada Luciane Berttoletti. Segundo o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ªDPRM), delegado Mário Souza, o homem foi acompanhado e monitorado durante o período. “O indivíduo teria tentado subornar os agentes, oferecendo um quilo de esmeralda aos policiais” observou o diretor.

Já a delegada Luciane Berttoletti entende que a investigação será agora intensificada para mapear toda a rota nacional e internacional de pedra preciosa. Um dos objetivos, por exemplo, é saber quem entregou ao indivíduo os dois quilos de esmeralda, dentro de uma maleta, em um posto de combustíveis em Parobé, antes dele retornar para Canoas. Conforme a delegada, da delegacia de Sapucaia do Sul, as pedras já lapidadas acabam sendo vendidas clandestinamente, com preços abaixo de mercado, para ourives que vão transformá-las em joias para depois serem vendidas no comércio. A delegada acredita que as esmeraldas vieram da Bahia.