
A Prefeitura de Rolante se manifestou após a deflagração da Operação Reciclagem, do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), que apura um suposto esquema de fraudes em contratos de coleta e destinação de resíduos sólidos em diferentes cidades gaúchas. Segundo a administração municipal, o Executivo não foi formalmente intimado ou cientificado sobre o teor das investigações.
Em nota enviada pela Procuradoria Jurídica, o município afirma que a Operação Reciclagem “parece muito mais voltada ao grupo econômico que participava dos certames, que propriamente os municípios”.
A gestão também diz desconhecer detalhes da investigação, mas reforça o compromisso com a legalidade e com a defesa do interesse público.
O procurador jurídico do município, Matheus Modler, afirma ainda que a administração tem adotado medidas de revisão de atos e contratos ao longo da gestão.
“Desde o início da gestão, a Administração Municipal vem anulando atos e revertendo danos ao patrimônio coletivo, em resposta ao compromisso assumido com a população de zelar pelo dinheiro público e pela boa gestão dos mesmos. Seguimos à disposição do órgão ministerial para todo e qualquer esclarecimento que se faça necessário”, declarou.
Contexto da Operação Reciclagem
Deflagrada na manhã de quinta-feira, a Operação Reciclagem investiga um suposto esquema de fraudes em licitações envolvendo serviços de resíduos sólidos em 15 municípios do Rio Grande do Sul. Segundo o Ministério Público, o grupo investigado seria formado por empresas interligadas que simulavam concorrência e inflavam valores contratuais.
As prefeituras citadas na investigação não foram alvo de mandados nesta fase e são tratadas como possíveis vítimas do esquema, de acordo com o MPRS.


