Educação Negócios

Orientadora educacional do Senac Taquara destaca a importância da inclusão de pessoas com deficiência no mercado de trabalho

Segundo Cleonir Kaipper, a implantação de nova lei trouxe responsabilidade maior para as empresas.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística-IBGE/2010, 23,8% da população se declara com algum tipo de deficiência, o que representa em torno de 2.549.691 pessoas no Rio Grande do Sul. Segundo a Associação Nacional de Medicina do Trabalho (ANAMT), no Estado, há 32.366 pessoas com deficiência (PCD) ativas no mercado de trabalho.

Com objetivo de incluir de PCD no mercado de trabalho, no dia 24 de julho de 1991, foi implantada a Lei nº 8.213/91. De acordo com a orientadora educacional do Senac Taquara, Cleonir da Rocha Kaipper (foto à direita), a implantação da referida lei trouxe uma responsabilidade maior para as empresas, a chamada Lei de cotas. “É uma propulsora desse movimento de inclusão, pois determina que as empresas devem ter um percentual de seus colaboradores como PCD”, comenta.

Antes da lei, a orientadora afirma que uma vaga era conseguida com muita dificuldade e, em alguns casos, com intermediação judicial. Entretanto, ainda é um tema que precisa ser trabalhado, pois há a falta de empatia de muitos gestores. “Não devemos contratar apenas para cumprir a cota, mas porque queremos dar oportunidade de aprendizado e crescimento a este modelo de colaborador”, destaca.

Além da inclusão, a PCD no mercado de trabalho permite uma maior visibilidade para a empresa, mostrando que ela está engajada com a causa e se destacando no meio corporativo. “Mais do que incluir, é necessário ter uma política interna de inclusão, que também prepare a equipe para receber e desenvolver os novos colaboradores, dando oportunidade de aprendizado e crescimento”, ressalta.

A orientadora trabalha com educação profissional há 11 anos e teve a experiência de presenciar alguns casos de inclusão que foram muito positivos. “Empresas se surpreendem quando quebram os tabus e abrem portas para contratação inclusiva. É de extrema importância dar maior atenção ao assunto, pois são pessoas capazes de desempenhar inúmeros cargos dentro de uma instituição. Muitos precisam apenas de uma oportunidade para mostrar sua capacidade e potencial”, lembra.

Para os profissionais que se encaixam nessa categoria, é muito importante que busquem qualificação profissional, técnica e até mesmo graduação na área de interesse que pretendem atuar, pois é imprescindível estar preparado para o mercado de trabalho. “Além de estar atualizado na área do conhecimento, é interessante ter uma boa rede de relacionamentos, ali que muitas vezes surgem as grandes oportunidades”, indica.