Haiml & etc.
Esta postagem foi publicada em 30 de março de 2018 e está arquivada em Haiml & etc..

Os inícios, por Luiz Haiml

Os inícios

Se vocês perceberam, de uns tempos para cá me meti a escritor.

Coisa que sempre fui, desde adolescente. Desde a Olivetti portátil que ganhei. Foram poemas, pedaços de diálogos, de histórias, rascunhos, material que talvez um dia virasse alguma coisa literária. Muita coisa guardada, alguma ainda contém vigor. Tem até uns experimentalismos.

Mas houve um segundo início, a imprensa impressa. Comecei a escrever para espaços dos leitores, principalmente no NH e no Panorama (Cx. Postal 59). Surge, então, o “Hoje”, periódico do Eduardo Vaz dos Santos, no qual ganhei espaço livre de página só minha.

Foi então que o “Panorama” resolveu abrir o Caderno Diet e me incumbiu de falar apenas sobre filmes. No decorrer, contribui com tal assunto para um jornal de Três Coroas (Folha do Vale) e um de Tramandaí (A Verdade do Litoral). Depois o “Panorama” me deu coluna livre, e assim já perdi a conta do tempo em que aqui estou. Nesse ínterim, participei também como colunista/comentarista no “Classimax” e depois no “A Semana”, ambos do Oscar Karoleski.

Nesse período, também escrevi para os sites da TCA e do Mazzah, respectivamente do Marcos Kaiser e do Gilson Paiva. Na TCA, me dediquei a falar mais de literatura, obras, autores e suas características, no outro participei com assuntos diversos.

Quando então digo que me meti a escrever, é que, apesar dessa longa jornada pelas páginas dos diários, de repente voltou-me a vontade de reativar o sonho da adolescência: tentar a ficção. E não tenho me saído tão mal, já ganhei alguns prêmios, estou em algumas antologias, e até recebendo elogios de quem entende do riscado.

Mas a quem agradecer por tais vitórias Começo pelo pessoal da imprensa: a Roseli Santos (ex-NH), o Olavo, a Inge, o Alvaro, o João Müller, o Fernando, o Vinícius, o Márcio Renck, a Denise, pessoal esse que está ou já esteve no “Panorama”, na Rádio Taquara. Grato também aos já citados Karoleski, Eduardo Vaz, Kaiser e Paiva.

E a meus pais, pela Olivetti. E a Fernando Neubarth, que já caminhava comigo em meus sérios rascunhos, me indicou o primeiro concurso, ajudou a escolher o texto, e tivemos sorte. O conto escolhido, “O Sétimo Selo”, é um dos meus preferidos.

Dr. Neubarth, mesmo não estando meu texto lá muito aquilo, paciencioso insiste, “persevera, Haiml”.

Por Luiz Haiml
Professor, de Taquara
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