Tudo por Acessibilidade

Os motivos de se alterar o termo PCD

A maioria de vocês já viu eu falar aqui, o quanto eu acho agressivo rotular alguém como “Pessoa com Deficiência” e ainda achar que isso é inclusivo, quando muito pelo contrário, é segregador. Por mais que a denominação esteja oficialmente correta.

Ainda que PNE (Pessoa com Necessidades Específicas) me parece que seria muito mais adequado.

Vivemos em um mundo de aparências, onde dizer que é inclusivo vale mais do que ser. Em que parte da sociedade enxerga acessibilidade como destacar algo de cor diferente, embalar bonitinho uma dita “pessoa com deficiência” em um lugar privilegiado para assistir algo e dessa forma, se sentir bem diante de sua consciência.

Essas pessoas não percebem e nem querem se dar conta de que ser humano é tudo igual. O mesmo que um sente, o outro também sente. Acima de uma característica específica, está a PESSOA. Ela não quer ser rotulada por algo que fugiu da vontade dela.

Um ser humano quer ser conhecido e levado em conta pelo que ele tem no coração, seus valores, conduta e principalmente suas virtudes pessoais, potencialidades. Como qualquer outra pessoa.

Um PCD não tem mérito em ser PCD. Pelo contrário, ele daria tudo para não ser. Ou melhor, quase tudo. Seu caráter não daria. E nem a saúde das pessoas que ama. 

Um PCD pode receber elogios e criticas na vida, fazer coisas boas e ruins, independente de ser ou não PCD. Assim como quem não é PCD. 

Porém, nossa sociedade insiste em querer rotular e separar PCDs de não PCDs.

“Ah, mas precisa conscientizar.” Será que um adulto realmente precisa que se desenhe para ele, o que é respeitar o próximo e não discriminar ninguém por qualquer coisa que seja?

Deixo como reflexão: até que ponto paramos e interpretamos quando fazemos uma ação? Mais importante que a ideia de uma mensagem, é a ação dela.

Por Cassiano Gottlieb, de Taquara
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