Osmar Lanz, 82 anos, natural de Taquara. É casado com Ercy Gerda Lanz (75), com quem tem três filhos – Evelise Lanz (55), Osmar Lanz Filho (53) e Frederico Lanz (50) – oito netos e um bisneto. Aposentado, reside atualmente em Porto Alegre, onde atua ainda na área do mercado de capitais.
Fale sobre sua trajetória profissional.
Na década de 40 fiz o curso de guarda-livros, profissão que comecei a exercer em Taquara. Em 1950 fundei a empresa Lanz e Cia. Ltda. que se especializou na importação, exportação e beneficiamento de cereais. Contudo, Taquara se tornou uma zona produtora de leite e deixou de produzir arroz, feijão, o que lamentei muito, em função da falta de oportunidade no nosso ramo. Saindo de Taquara, construímos sede em Porto Alegre e abrimos filiais em Passo Fundo, Erechim, Palmeira das Missões. Trabalhei com exportação de cereais até 1970, ano em que mudei de ramo e passei a atuar na construção civil, locação de imóveis e me especializei na bolsa de valores.
Quais são suas impressões de Taquara?
Taquara é uma cidade de serviços, praticamente. Mas é muito dinâmica, muito querida. Vem daí o fato de eu sempre que possível estar ligado na cidade. Tenho boas recordações de Taquara e ainda tenho parentes na localidade de Figueira. Lamento que Taquara não tenha se industrializado mais para gerar mais empregos.
Quais são suas principais características pessoais?
Sou uma pessoa que procura sempre ter amigos, tenho muita facilidade em fazer amizade. Sou muito otimista e muito tranqüilo, deixo o barco correr. Um livro que li em Taquara, quando era assistente de guarda-livros, “Como fazer amigos e influenciar pessoas”, de Dale Carnegie, é minha bíblia até hoje, pois nos ensina a ser tolerantes.
Apesar de morar em Porto Alegre, você continua contribuindo com a comunidade taquarense. O que o motiva para isso?
Acredito que é dando que se recebe, pois a cada valor investido, recebemos, não em dinheiro, mas em carinho, na felicidade das pessoas, o que é muito importante, é uma satisfação pessoal. Não estamos aqui para acumular fortunas, mas para fazer circular a vida, o que é fundamental. Sempre que me pedem, estou ajudando, pelo espírito de solidariedade. Para mim é uma felicidade ajudar bastante através do Rotary de Taquara. Em Porto Alegre, fui fundador do Rotary Club Passo da Areia, que também já auxiliou na fundação de mais seis clubes.
Como conheceu sua esposa e o que mais admira nela?
Eu já a conhecia de Sander, mas nos encontramos num kerb em Porto Alegre, quando ela tinha 17 anos e eu 23, e foi amor a primeira vista. Até hoje, depois de 56 anos, continuo com a mesma esposa. É uma pessoa que fez curso, na época, de economia doméstica, de culinária, de como criar os filhos, como tratar bem o marido, foi muito preparada para ser esposa. Além disso, sempre foi muito bonita.
O que de mais importante procurou ensinar aos seus filhos?
Primeiro, dar bons exemplos como um pai honesto e trabalhador. Também procurei sempre dar a melhor educação aos filhos e os netos estão no mesmo caminho. Um investimento que deixo para eles é a educação, um bom preparo para enfrentar a vida, que está cada vez mais difícil.
O que você gosta de fazer em suas horas vagas?
Sou apaixonado por cinema. Gosto de ir à praia e jantar com os amigos, é muito bom. Também temos o Rotary muito ativo em Porto Alegre e nos reunimos às segundas-feiras à noite.
Uma habilidade: a informática. Todo dia passo pelo computador e vejo o que acontece no mundo. É uma aprendizagem diária.
Prato predileto: feijão, arroz e ovo frito. Também gosto de galeto.
Estilo musical: sou fã da música clássica e romântica.
Deixe uma mensagem aos leitores do jornal: feliz da cidade que tem um jornal como o Panorama, que semanalmente transmite as novidades e é portador das reivindicações da comunidade taquarense e dos municípios vizinhos.


