Em decisão tomada na semana passada, o juiz Juliano Etchegaray Fonseca, da 2ª Vara Criminal de Taquara, aceitou denúncia do Ministério Público contra um padre de 63 anos suspeito de abusar sexualmente de um coroinha. O fato teria acontecido em Riozinho e o sacerdote foi afastado pela Diocese de Novo Hamburgo de suas funções. O religioso nega o crime. Com a denúncia aceita, o padre efetivamente se torna réu em um processo criminal.
O indiciamento foi tomado ainda no começo de dezembro passado pelo delegado Gustavo Bermudes Menegazzo da Rocha, titular da Polícia Civil que investigou o caso. Ao Jornal NH, o policial afirma ter chegado à convicção de indiciamento por estupro porque os atos libidinosos ocorreram, segundo relato da vítima, quando ainda era menor. Os abusos teriam começado em 2013 e perdurado até o início de 2019.
A promotora Cristina Schmitt Rosa concordou com o inquérito policial e fez a denúncia à Justiça, o que acabou sendo aceita. O juiz Juliano determinou a notificação do réu para que responda ao processo e abriu prazo de 10 dias para a defesa. Os despachos, no entanto, estão sendo mantidos em sigilo, uma vez que o processo transcorre em segredo de Justiça.


