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Palestra de Tinga encerra projeto social da 36ª Oktoberfest de Igrejinha e destaca o trabalho como motor da transformação

Evento no Parque Almiro Grings reuniu voluntários e reforçou o papel do engajamento na maior festa comunitária do Brasil
(Fotos: André Amaral/Rádio Taquara)

A 36ª Oktoberfest de Igrejinha encerrou o seu Projeto de Socialização na quinta-feira (13) com a palestra de Paulo César Fonseca do Nascimento, o Tinga, ex-jogador, empreendedor e ativista social. Com ingresso solidário revertido ao Instituto Santíssima Trindade, o encontro reuniu voluntários e moradores para debater o tema “Gestão além da planilha”, conectando esporte, vida e transformação coletiva.

Em entrevista à Rádio Taquara, Tinga destacou o valor central do ser humano nas mudanças sociais, ressaltando que a tecnologia só faz sentido quando serve às pessoas. Ele relembrou sua própria trajetória pós-futebol como um processo de reconstrução.

“Dez anos atrás eu parei de jogar futebol e só sabia jogar futebol. Hoje faço um monte de coisas. Isso tem tudo a ver com as transformações que acontecem aqui também. A Oktober não começou como é hoje. ela se transformou com novas pessoas e novas ideias”.

O ex-jogador reforçou que, diante dos avanços tecnológicos e das novas tendências, o protagonismo permanece com as pessoas.

“A tecnologia é só um meio. Por mais que nos assuste cada dia uma tecnologia nova, ela continua sendo só um meio. O protagonista somos nós. O começo e o fim é o ser humano”.

Palestra reuniu voluntários e moradores

Ao falar da própria experiência, Tinga destacou que sua “sobrevivência” após deixar os campos virou inspiração e impacto.

“Eu precisei criar um novo jeito de sobreviver, e essa sobrevivência virou inspiração, virou livro. Hoje a gente viaja o Brasil e o mundo contando essa história, que se renova toda semana porque estamos sempre em algum lugar novo, com alguma ideia nova”.

Sobre o voluntariado da Oktoberfest, Tinga foi direto.

“Eu estou aqui me doando como vocês se doam. Doar tempo significa gastar. Gasolina, sola de sapato, o que for. E é isso que sustenta o social. Eu só posso ajudar os outros quando a minha vida está organizada. O melhor projeto social já inventado é o trabalho”.

Durante a palestra, Tinga reforçou a importância do trabalho como motor central da mudança social.

“O trabalho é a única forma de transformação em que eu realmente acredito. Por mais que a gente fale em tecnologia, aprendizagem e conhecimento, se não houver trabalho, não há transformação”.

O presidente da 36ª edição da Oktoberfest de Igrejinha, Falcon Jost, reforçou o espírito da festa.

“Qual é a camiseta que você veste? Eu deixo essa reflexão para vocês. A nossa camiseta é a de ajudar o próximo, a do voluntariado. É isso que fazemos o ano todo aqui na comunidade de Igrejinha”.