Durante esta semana a reportagem do Panorama realizou uma blitz no centro da cidade, e constatou a falta de respeito às faixas de segurança por parte de alguns motoristas. Vale ressalvar, porém, que, em alguns locais, as faixas estavam em condições precárias, completamente apagadas.
Com o objetivo de facilitar a travessia de pedestres, principalmente em frente às escolas e creches de educação infantil, as faixas de seguranças nestes locais já estavam ganhando nova pintura no início da semana.
De acordo com os profissionais do Centro de Formação de Condutores (CFC) de Taquara, o aumento desenfreado do número de carros e a falta de uma estrutura de mobilidade urbana são algumas das causas que provocam acidentes, colocando em xeque a segurança de pedestres e dos motoristas.
De acordo com o diretor do CFC, Mauro José Denegri, existe, ainda, a questão das faixas de seguranças localizadas em esquinas, onde fica impossível para o condutor do veículo observar o trânsito sem ficar com o carro em cima da faixa. “Nestes casos, as faixas deveriam ser realocadas mais para trás, para que o veículo que estiver parado na esquina não fique em cima da faixa, enquanto que os pedestres podem atravessar por trás do veículo, mas em cima da faixa de segurança”, observou.
O diretor lembrou ainda que o pedestre não tem o direito de atravessar a via quando houver sinalização com semáforos. “Entre pedestres e motoristas, cada um defende o seu lado. Existem pessoas que pensam que o pedestre é prioridade, atravessando sem observar qualquer tipo de sinalização, inclusive fora ou distante das faixas de segurança”, disse.
A instrutora Elisiane Correa lembrou que somente em uma rua com traçado em linha reta é que as pessoas podem atravessar 50 metros, antes ou depois da faixa, exceto nos cruzamentos. “Os pedestres geralmente atravessam na diagonal nas esquinas, o que aumenta o risco de um atropelamento, seja por automóveis, motocicletas ou até mesmo por bicicletas”, disse.
Elisiane observou que existem leis de trânsito que se aplicam aos ciclistas e pedestres, mas que, infelizmente, falta uma maior fiscalização. O pedestre pode ser multado por atravessar fora da faixa, tendo que pagar o valor de R$ 26,60, enquanto que os ciclistas pagam R$ 85,13, além da remoção da bicicleta para depósito por qualquer infração cometida no trânsito. Questionada sobre a falta de educação de alguns condutores, embora passem por todo o processo para adquirir a Carteira Nacional de Habilitação (CNH), a instrutora respondeu de forma enfática que “educação vem de berço”.
De acordo com o secretário de Segurança e Trânsito, Paulo Möller, as faixas de segurança da cidade já estão sendo pintadas. “Primeiramente estão sendo restauradas as faixas localizadas defronte às escolas, para em seguida prosseguirmos com o restante das faixas da cidade”, afirmou o secretário, acrescentando que estão sendo estudadas todas as situações em que as faixas estão localizadas em esquinas sem visibilidade. “É preciso realizar um trabalho de conscientização dos pedestres, além de colocar as faixas recuadas, de acordo com a legislação”, explicou.
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