
O Vaticano confirmou, nesta segunda-feira (21), a morte do papa Francisco, aos 88 anos, em decorrência de um acidente vascular cerebral (AVC), seguido de coma e colapso cardiovascular irreversível. A informação foi divulgada por meio de boletim médico oficial assinado pelo professor Andrea Arcangeli, diretor da Direção de Saúde e Higiene do Estado da Cidade do Vaticano.
De acordo com o relatório, o falecimento foi constatado às 7h35 (horário local, 2h35 em Brasília), por meio de registro eletrocardiotanatográfico. O documento aponta ainda um histórico clínico de insuficiência respiratória aguda, pneumonia bilateral, bronquiectasias múltiplas, hipertensão arterial e diabetes tipo 2. A Santa Sé não divulgou detalhes sobre as cerimônias fúnebres nem sobre os próximos passos para a sucessão papal.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de sete dias no Brasil, em homenagem ao pontífice. Em nota, Lula destacou a atuação de Francisco em prol dos pobres, refugiados e da justiça social e ambiental. “O Santo Padre se vai, mas suas mensagens seguirão gravadas em nossos corações”, afirmou o presidente, que teve três encontros oficiais com o papa, além de uma reunião entre o pontífice e a primeira-dama Janja da Silva, em fevereiro deste ano.
Durante seu papado, iniciado em 2013, Francisco esteve no Brasil na Jornada Mundial da Juventude, no Rio de Janeiro, visitando favelas, hospitais e o Santuário de Aparecida. Foi o primeiro destino internacional escolhido por ele após sua eleição.
No Brasil, os presidentes dos Três Poderes também se manifestaram. O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, afirmou que Francisco será reconhecido como uma das maiores lideranças da história, destacando sua compaixão, empatia e carisma. Para o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, o papa “abriu a Igreja e a colocou no século 21”. Já o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, expressou solidariedade à comunidade católica e à Santa Sé.
No cenário internacional, líderes políticos de diversos países lamentaram o falecimento. O presidente da Itália, Sergio Mattarella, destacou a solidariedade e defesa dos mais frágeis. A primeira-ministra Giorgia Meloni e o presidente da França, Emmanuel Macron, ressaltaram o papel do papa na promoção da paz e da reconciliação. O presidente da Argentina, Javier Milei, país natal do pontífice, descreveu o papa como uma figura de bondade e sabedoria, mesmo diante de divergências políticas.
Os chefes de Estado da Espanha, Índia, Turquia, Rússia, Ucrânia, Israel, Palestina e outros também expressaram pesar, reconhecendo o legado espiritual e humanitário do líder católico. A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, afirmou que os ensinamentos de Francisco continuarão a guiar o mundo, enquanto o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, destacou as orações do papa pela paz no país.
O papa Francisco será lembrado por sua atuação global em defesa da paz, do meio ambiente e dos mais vulneráveis. Seu papado marcou um período de reformas e de aproximação da Igreja com as questões sociais do século 21.
COM INFORMAÇÕES DA AGÊNCIA BRASIL


